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Estado de Minas arte final

Natal com pandemia não tira força do mercado


20/12/2020 04:00

Mesmo com menos circulação, o comércio varejista mantém ações e promoções (foto: ItaúPower/Divulgação )
Mesmo com menos circulação, o comércio varejista mantém ações e promoções (foto: ItaúPower/Divulgação )

 
Como será este Natal que se aproxima? Duvido que a pergunta, em algum momento, não tenha martelado na sua cabeça. Assombrado por uma nova onda da epidemia do coronavírius, a confraternização mais importante do ano será um grande desafio para o povo brasileiro. A tradição de grandes reuniões familiares, abraços e beijos fraternos, ceias, cantorias e outros comportamentos típicos da época está comprometida. 
 
Mas para que o bom velhinho não se esqueça de ninguém, de olho nas mudanças de comportamento do consumidor, o mercado se apoia em modernas pesquisas para atender às novas demandas. O mais recente estudo da Social Miner e All iN com o Opinion Box mostra que pelo menos a tradição de troca de presentes não será tão afetada. A pesquisa indica que 71% dos entrevistados pretendem presentear alguém e 21% ainda estão indecisos. A moda, acessórios (56%) e brinquedos (37%) vão liderar as vendas. E, apesar da crise financeira, a maioria pretende gastar entre R$ 100 e R$ 200 nos presentes. 

E-C0MMERCE Já o estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a expectativa de aumento de vendas neste Natal de 2,2% para 3,4%. Caso essa projeção ocorra, o setor terá o maior avanço real das vendas natalinas desde 2017 (3,9%). A data deve movimentar R$ 38,1 bilhões. O comércio eletrônico deve ser o responsável pelo aumento previsto nas vendas. A CNC projeta crescimento real de 64% nas vendas através de varejo eletrônico em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com a Receita Federal do Brasil, as vendas no varejo virtual avançaram 45% no período de março a setembro de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado. Já o número de pedidos aumentou 110% no mesmo período.

MOBILIZAÇÃO Enquanto o comércio varejista se esforça para atrair o cliente com belas vitrines e muitas ações e promoções, o estudo aponta que 48% das pessoas pretendem ir às compras, 21% ainda estão indecisos, 19% já estão atrás de presentes, e 4% anteciparam as compras na Black Friday, para não deixar de dar pelo menos uma lembrancinha nas celebrações do dia 25. A moda e acessórios, com 56% das intenções de compra, brinquedos, com 37%, e saúde e beleza (32%) comandam as preferências. 

INVESTIMENTO A maioria das pessoas que quer presentear alguém pretende gastar entre R$ 50 e R$ 300. Para 17%, o preço dos presentes pode variar de R$ 100 a R$ 200, 15% pretendem desembolsar de R$ 50 a R$100, e 14% devem investir de R$ 200 a R$ 300; 29% pretendem dividir o valor com alguém (20% com o cônjuge, 5% com outras pessoas e 4% com os irmãos) e, desses, 37% afirmaram que vão dividir porque querem comprar mais de um produto, 35% porque estão economizando e não podem gastar muito neste momento, e 34% porque querem comprar algo melhor. Todos os esforços são válidos para não deixar a mãe, os filhos, o cônjuge ou os irmãos sem presentes. 

OFERTAS 65% dos consumidores já estão pesquisando por ofertas, até porque, nas compras online, para dar tempo de o item chegar a tempo do Natal, é preciso comprar agora. O principal canal de pesquisa dos consumidores têm sido os aplicativos (52%), seguidos das lojas físicas (46%), e dos sites de busca (44%). E esse comportamento de pesquisa deve se repetir na hora da compra. A maioria (47%) também deve optar pelos aplicativos, 45% vão preferir as lojas físicas, e 38% pretendem comprar tanto em lojas on-line quanto físicas.
Portanto, nada de desespero. O "novo Natal" terá preços para todos os gostos e bolsos. Afinal, como ensina a conhecida canção Sapatinho de Natal, "seja rico ou seja pobre / O velhinho sempre vem."


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