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Capacitação on-line


25/10/2020 04:00 - atualizado 22/10/2020 14:45

Cristiano Seixas, cofundador da Casa dos Quadrinhos, diz que algumas disciplinas foram até melhor aproveitadas no modelo virtual(foto: Igor Clementino/Divulgação)
Cristiano Seixas, cofundador da Casa dos Quadrinhos, diz que algumas disciplinas foram até melhor aproveitadas no modelo virtual (foto: Igor Clementino/Divulgação)


Escolas de ensino profissionalizante e de idiomas tiveram que adequar o formato e modelo de aprendizagem, migrando as atividades para o virtual.

No entanto, conforme o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e gestor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Teodomiro Diniz Marques, levando-se em consideração as especificidades da modalidade, algumas medidas distintas precisaram ser tomadas.

“Foi preciso replanejar cuidadosamente todos os conteúdos teóricos para que, por meio da tecnologia, pudéssemos seguir com as aulas. Já os materiais práticos foram remanejados para que os estudantes pudessem tê-los após a liberação das aulas presenciais pelos órgãos competentes. Assim, os alunos não sofrerão prejuízos pedagógicos e o mercado de trabalho receberá um profissional totalmente capacitado, pois a certificação desse aluno não é simples e exige certa complexidade das atividades.”
 
Na AFS Intercultura Brasil, programa de intercâmbio e idiomas, as atividades foram reduzidas em 40% e, agora, “será preciso planejar e ser mais assertivo para o futuro”, afirma Ana Paulo Castro, gerente de Operações e Alianças da AFS Intercultura Brasil.

“Estreitamos o relacionamento com os pais dos estudantes e voluntários para oferecer maior segurança e tranquilidade para todos. Seguimos, também, os protocolos de saúde estabelecidos pelos países de destino.”

Já a Casa dos Quadrinhos, escola técnica de artes visuais, passou a disponibilizar todo o seu material, teórico e prático, de forma virtual. Apesar da estranheza inicial do formato e das demais dificuldades de adaptação, Cristiano Seixas, cofundador da Casa dos Quadrinhos, relata que, após o modelo ideal ter sido encontrado, as aulas passaram a ser oferecidas da melhor maneira possível, sem possíveis “faltas” ao fim do sistema remoto.

“Os três primeiros meses foram os mais complicados e mais difíceis do que pensávamos. Mas, no meio do ano, conseguimos encaixar os detalhes. Criamos materiais específicos de apoio e delimitamos uma sala virtual com cerca de duas ou três câmeras para cada disciplina, para que as aulas ao vivo fossem feitas de forma que os alunos pudessem acompanhar os processos práticos.”

Segundo Cristiano Seixas, as aulas pré-gravadas foram rapidamente descartadas neste novo modelo, haja vista que em transmissões simultâneas o acompanhamento professor-aluno pode ser melhor desenvolvido, com a possibilidade de o educador tirar dúvidas, acompanhar a criação dos projetos e oferecer auxílio ao estudante. 

OBSTÁCULOS 


”Planejar as aulas, mediadas por tecnologia, com estratégias atrativas, que mantenha o aluno atento e aprendendo, é um dos principais obstáculos. A juventude, apesar de estar conectada o tempo todo, não tem paciência para acompanhar aulas que não sejam interessantes. E esse é o nosso desafio diário: manter os alunos interessados para além da máquina”, afirma Teodomiro.

*Estagiária sob supervisão da editora Teresa Caram



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