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Estado de Minas

Anastasia decreta luto oficial e Marcio Lacerda lamenta morte de Niemeyer

O arquiteto morreu na noite desta quarta-feira no Rio de Janeiro em decorrência de uma infecção respiratória. Em nota, Anastasia exaltou as obras do artista em Minas


postado em 05/12/2012 23:27 / atualizado em 06/12/2012 01:03

(foto: Omar Freire /Imprensa MG)
(foto: Omar Freire /Imprensa MG)

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), lamentou a morte do arquiteto Oscar Niemeyer e decretou luto oficial no Estado. Aos 104 anos, o artista morreu às 21h55 desta quarta-feira, 5 de dezembro, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde estava internado desde o dia 2 do mês passado.



Em nota, Anastasia lembrou as grandes obras no Estado, como o complexo da Pampulha e a Cidade Administrativa, sede do governo mineiro. “Por oito décadas o gênio de Oscar Niemeyer se pôs a trabalho da arquitetura mundial. De sua pena e seu traço surgiram maravilhas que encantam o mundo. Minas Gerais teve a felicidade de abrigar importante acervo arquitetônico assinado pelo espírito inovador desse grande arquiteto, cuja obra, como ultrapassou fronteiras, certamente, transporá o tempo. O mundo perde um grande pensador, mas suas ideias e ideais permanecerão", afirmou o governador.

Anastasia também exaltou a ousadia e a genialidade do arquiteto que projetou a sede do governo mineiro. "Seu último trabalho em Minas, realizado seis décadas após o primeiro, foi a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, inaugurada em março de 2010 e concebida para abrigar os órgãos da administração direta do Estado. Tem o arrojo a mostrar que a juventude não tem idade”, destacou o governador.

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), também lamentou a morte do arquiteto. “Não há outra definição para Oscar Niemeyer senão a de que ele é, sempre será, um dos grandes gênios da humanidade. Dono de uma personalidade criativa e cativante, marcou a arquitetura brasileira do século 20, da qual é, certamente, o maior representante. Surpreendeu o mundo com as linhas curvas e ousadas dos seus projetos”, disse.

Lacerda também ressaltou que toda a população da capital mineira se sentem horados de serem parte da vida do artista. “Como prefeito de Belo Horizonte, só posso dizer, e afirmo com certeza, que todos os belo-horizontinos sentem-se muito honrados com o fato da nossa capital ter sido o berço do trabalho de Oscar Niemeyer”, completou.

Niemeyer morreu devido a uma infecção respiratória. O arquiteto estava acompanhado nesta noite pela mulher Vera e pelo sobrinho Cadu. Esta foi a terceira internação do gênio nos últimos dois meses. Em 13 e em 28 de outubro ele passou pelo Hospital Samaritano para se tratar de um quadro de desidratação. Na derradeira ida à unidade médica, ele apresentava complicações renais e receberia uma sonda gástrica. De acordo com os médicos, ele se manteve lúcido até o final.

Foi no mesmo hospital que em 6 de junho deste ano morreu, aos 82 anos, Anna Maria Niemeyer, única filha do arquiteto, fruto do casamento com Anita Baldo, que lhe deu cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos. Anna Maria trabalhava na área de design de mobiliário e design gráfico e chegou a colaborar em alguns projetos do pai.

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