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Estado de Minas MINAS+VIVA

Os caminhos da sustentabilidade estão em discussão no Minas + Viva

Segundo especialistas que participaram do Minas+Viva, cidadão é o motor de mudança para um mundo melhor


postado em 09/08/2012 06:00 / atualizado em 10/08/2012 10:39

Apresentação das crianças do Instituto Kairós encerrou primeiro dia da programação no Teatro Alterosa(foto: Juliana Flister/EM)
Apresentação das crianças do Instituto Kairós encerrou primeiro dia da programação no Teatro Alterosa (foto: Juliana Flister/EM)

O que fazer para viver em um mundo mais sustentável? Essa foi a pergunta colocada de forma insistente por especialistas, gestores públicos e militantes da área no primeiro dia do Minas + Viva, evento idealizado pelo Estado de Minas, Rádio Guarani e Portal Uai, com patrocínio da Vale, para discutir sustentabilidade, gastronomia e cultura em Minas Gerais. A abertura dos trabalhos no Teatro Alterosa coube à secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo. Segundo ela, o Brasil está focado em difundir  práticas sustentáveis principalmente por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos e do Plano Nacional de Consumo Sustentável. A primeira busca o reaproveitamento dos resíduos e a erradicação dos lixões até 2014, enquanto o segundo incentiva escolhas inteligentes, que priorizem economia de energia, usem materiais reaproveitados, entre outras.

“Essas escolhas são importantes para mudar o quadro que temos hoje. As pessoas tomam atitudes que trazem o conforto individual imediato, mas não imaginam o quanto o coletivo sofre com a repetição desses atos particulares, como o uso das sacolinhas, assunto emblemático em Belo Horizonte”, diz a secretária. Ainda segundo Crespo, o governo tem a obrigação de dar exemplo com relação às boas práticas, mas o motor da mudança é o cidadão. “Governos são lentos e sensíveis a lobbies de todos os tipos. Se as pessoas não mudarem os velhos hábitos, não adianta”, completa.

Em seguida, um painel com apresentações ligadas à sustentabilidade foi apresentado, com participação de representantes do governo de Minas, Prefeitura de BH e Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Para a subsecretária de Controle e Fiscalização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Marília Carvalho de Melo, o desenvolvimento sustentável deve ser pensado de forma ampla, ligado de maneira estreita ao crescimento econômico. “A Rio+20 nos fez refletir sobre Minas Gerais. Queremos concretizar ações que tragam resultados”, diz ela. Ainda segundo a subsecretária, as principais bandeiras do estado nessa área são o registro e a redução da emissão de gases, revitalização da bacia hidrográfica do Rio das Velhas e de outras bacias, além da redução de resíduos sólidos.

O primeiro dia do evento ainda contou a apresentação musical das crianças da Rede Escola Viva, projeto do Instituto Kairós. Os jovens arrancaram muitos aplausos do público ao tocarem Asa branca, de Luiz Gonzaga, e Cio da terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque, além de músicas de autoria própria. Os adolescentes usaram vários instrumentos para os arranjos. À tarde foram apresentados quatro casos de sustentabilidade e desenvolvimento social e o dia terminou com um ensaio aberto do Grupo Uakti.

Gastronomia

Nesta quinta-feira o Minas + Viva continua no Espaço Cento & Quatro, na Praça da Estação,  com debates ligados à gastronomia e cultura. Na parte da manhã, chefs de cozinha vão discutir o que estão “conspirando” para a culinária mineira. Antes do debate marcado para às 11h serão feitas apresentações sobre o queijo canastra, doces de Araxá (Triângulo Mineiro), carne de lata e pé de moleque. À tarde, a conversa muda para a cultura. Artistas da capital vão debater se o Centro de Belo Horizonte pode ter uma destinação semelhante à da Lapa, famoso bairro boêmio do Rio de Janeiro. O músico Maurício Tizumba é um dos convidados, além de artistas e empresários do setor da capital e de outras cidades.
 


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