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Estado de Minas

Abolição: festival em BH discute resquícios da escravidão

Balões foram soltos nesta sexta-feira, na Praça da Liberdade, como forma de resistência. Festival acontece até domingo


postado em 11/05/2018 19:35 / atualizado em 11/05/2018 20:07

Ver galeria . 12 Fotos No primeiro dia do Canjerê, balões foram soltos como forma de demonstrar resistência do povo negroGladyston Rodrigues/EM/DA Press
No primeiro dia do Canjerê, balões foram soltos como forma de demonstrar resistência do povo negro (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press )
Barracas de artesanatos, culinária, produtos quilombolas. Exibição de filmes, apresentações culturais, oficinas, rodas de conversa. O "Canjerê – Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais", que teve início nesta sexta-feira, em tom de protesto, na Alameda da Educação, na Praça da Liberdade, Centro-Sul de Belo Horizonte, promove discussões sobre o dia 13 de maio: data em que foi assinada a abolição da escravatura, em 1888. 



Nesta noite, dezenas de pessoas soltaram balões em um ato simbólico. Antes, foi explicado o porquê desse gesto: um encontro entre Nina Simone e Angela Davis, quando a ativista estava presa, acusada de conspiração e participação no Panteras Negras. A cantora enfrentou dificuldades para entrar no sistema carcerário com um balão e, ao entregá-lo a Davis, a emoção foi forte. Quando teve que se despedir, Angela ficou com o balão e cuidou dele até que ele se esvaziasse, numa alusão à resistência.

Realizado pela Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais -N’Golo, com parceria do Governo do Estado por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e com patrocínio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o festival propõe discussões sobre liberdade, resistência e igualdade. Reunindo 600 comunidades quilombolas, o Canjerê acontece até a noite de domingo em BH.

Confira a programação completa aqui.

* Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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