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Estado de Minas

Polícia Civil de Goiás investiga tentativa de fraude em concurso da PMDF

A suspeita é de que candidatos teriam falsificado títulos para aumentar a pontuação na seleção


postado em 17/04/2019 18:54 / atualizado em 22/04/2019 11:33

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
Na manhã desta quarta-feira (17/4), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou a operação Passari Avanti, para investigar possível fraude no concurso público para oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) lançado em 2016. A suspeita é de que candidatos teriam falsificado títulos para aumentar a pontuação na seleção. 

Sob o comando do delegado Alexandre Otaviano Nogueira, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (DERCAP) cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Goiânia, na residência de um policial militar de Goiás e da sua companheira, e também no estabelecimento de ensino pertencente ao casal. 

O objetivo do inquérito policial é apurar a prática de crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa relacionada à confecção de declarações e certificados de conclusão de cursos de pós-graduação. 

Durante as buscas, foram apreendidos aparelho de telefone celular, computadores, carimbos e documentos relacionados à investigação. 
 
Salário alto 
O concurso foi aberto em novembro de 2016 pela banca Iades. Foram oferecidas 50 vagas para o curso de formação de oficiais policiais militares, sendo 45 para candidatos do sexo masculino e 5 para candidatas do sexo feminino. Além disso, outras 150 vagas foram destinadas ao cadastro de reserva. As chances eram para candidatos com formação em qualquer área de nível superior e idade entre 18 e 30 anos. O salário inicial do posto na época era de R$ 5.202,59, com possibilidade de chegar a R$ 11.894,25, com evolução na carreira no posto de segundo tenente. 

A reportagem entrou em contato com a PMDF e aguarda retorno. 


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