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Estado de Minas

Cancelamento das provas do concurso da Sedestmidh repercute na Câmara Legislativa

Concurso foi cancelado após confusão durante a aplicação dos exames no último domingo ( 24/3). A banca informou que em breve vai divulgar as datas da próxima prova


postado em 27/03/2019 09:20 / atualizado em 28/03/2019 11:32

Deputado Fábio Felix durante sessão no plenário da CLDF(foto: Carlos Gandra/CLDF/Divulgação)
Deputado Fábio Felix durante sessão no plenário da CLDF (foto: Carlos Gandra/CLDF/Divulgação)
A confusão e o cancelamento das provas do concurso público da Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), no último domingo ( 24/3), repercutiu em sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal ( CLDF), na terça-feira (26/3). Distritais cobraram explicações sobre as possíveis irregularidades e defenderam a realização do certame. 

De acordo com nota publicada pela CLDF, o deputado Fábio Felix ( PSOL) relatou a reunião e com a participação de vários parlamentares e o presidente do Instituto Brasil de Educação ( Ibrae) - banca organizadora do concurso - para esclarecer denúncias e reclamações dos candidatos. De acordo com Felix, o presidente do Ibrae se comprometeu a divulgar o mais rapidamente  possível um novo cronograma de realização das provas. 

"O mais importante agora é garantir que o concurso ocorra para suprir a secretaria dos servidores necessários para o desenvolvimento das ações", disse Felix.

Ainda de acordo com a CLDF, a deputada Arlete Sampaio (PT) afirmou ao governador a importância do certame como fundamental para que o GDF preste assistência social à população. A distrital apresentou um requerimento de informações pedindo esclarecimentos sobre os problemas ocorridos. "O concurso vem sendo esperado há muito tempo e a falta de servidores é um problema grave na secretaria", ressaltou.

A CLDF informou também que o deputado Cláudio Abrantes (PDT) disse que conversou com o secretário de Desenvolvimento Social, Eduardo Zaratz, que se colocou à disposição das comissões e da Casa para prestar esclarecimentos. "Ele ratificou que o contrato foi firmado sem ônus pelo GDF na gestão anterior e informou que a pasta procurou a banca para oferecer, sem sucesso, apoio logístico visando a realização do concurso", observou. 

Abrantes destacou que o contrato foi assinado sem que a banca oferecesse garantias de condições para realizar o certame. "O governo já fez um questionamento ao instituto e acionou à Procuradoria Geral para que sejam verificadas as medidas cabíveis", acrescentou.

Relembre 

O certame estava previsto para as 8h deste domingo (24/3). Mas, após confusão a  banca cancelou a aplicação das provas alegando que a decisão foi por conta do atraso ocorrido na distribuição do exame para concurseiros na Unip e pelo “tumulto causado por alguns candidatos”. A decisão foi anunciada, por meio de nota, pelo Instituto Brasil de Educação (Ibrae), que informou que em breve vai divulgar as datas da próxima prova. 

Candidatos que fariam a prova na Unip relataram atraso — já que a prova foi entregue uma hora e meia depois do previsto para muitos  —, desinformação dos fiscais de sala e a falta de organização no geral. Diante da desorganização, alguns candidatos saíram da sala, outros tiveram a prova recolhida, alguns permaneceram para saber o que seria feito. 

De acordo com relatos de candidatos, além do atraso excessivo, muitos envelopes não estavam lacrados e até mexer no celular era permitido dentro de sala enquanto os candidatos tinham acesso ao caderno de provas. 

Concurseiros disseram também que não havia detector de metal na entrada, o cartão de respostas não foi entregue aos candidatos e os chefes de sala não conseguiam se comunicar com o Ibrae. Com isso, as pessoas de algumas salas acabaram sendo liberadas enquanto outras faziam a prova em outros locais.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal ( PCDF), alguns candidatos registraram ocorrência na 1ª DP (Asa Sul),  relatando diversas falhas administrativas, relativas a dúvidas de interpretação do edital do concurso, horário de fechamento de portões, falta de
provas, falta de gabaritos, entre outras possíveis falhas administrativas e organizacionais, que ocorreram em diversos locais onde as provas foram aplicadas.

Ainda de acordo com a corporação, todos os casos foram orientados ao Ministério Público, Defensoria Pública e Judiciário, e as demais providências jurídicas serão analisadas.

Leia também: SEDESTMIDH: Ibrae acusa candidatos de furto e até de cárcere privado

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