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Estado de Minas SOLUÇÃO DE CONFLITOS

PUC Minas e UFMG se destacam em competição nacional de arbitragem e mediação

A equipe da PUC Minas foi a vencedora e o time da UFMG ficou entre os quatro melhores do país


26/10/2020 19:35 - atualizado 26/10/2020 20:43

Luiza Monteiro França Lúcio e Henrique Tonucci de Cerqueira Oliveira, da equipe da PUC Minas (foto: Marianna Levenhagen)
Luiza Monteiro França Lúcio e Henrique Tonucci de Cerqueira Oliveira, da equipe da PUC Minas (foto: Marianna Levenhagen)
As equipes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ficaram nas primeiras colocações da XI Competição Brasileira de Arbitragem e Mediação Empresarial da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial-Brasil (CAMARB).

A Competição organizada pela CAMARB surgiu em Belo Horizonte, em 2010, contando com a participação de apenas 14 equipes e 78 participantes. Neste ano, ela foi realizada em formato virtual, devido à pandemia, e contou com mais de 90 equipes e quase 2000 pessoas entre estudantes, árbitros e avaliadores.
 

Das mais de 90 equipes, 64 eram de arbitragem - e o time da UFMG, que participa desde a primeira edição, ficou entre os 4 melhores. Havia 32 equipes de mediação - e o time da PUC Minas, que também participa desde as primeiras edições, foi o campeão.

A fase oral, última etapa, foi realizada entre os dias 21 e 25 de outubro. Entre maio, quando o caso foi lançado e agosto, quando os planos de mediação e memoriais foram apresentados, aconteceu a fase escrita. 

Arbitragem e mediação

 
Arbitragem e mediação são métodos extrajudiciais cada vez mais utilizados para a solução de conflitos no meio empresarial, por serem considerados mais rápidos, além da qualidade dos resultados alcançados. “A competição permite que os estudantes se familiarizem e aprendam a utilizar esses métodos ainda na faculdade, o que lhes garante uma preparação diferenciada para atuação profissional”, ressalta Suzana Cremasco, vice-presidente de Comunicação e Ouvidoria da CAMARB.

Na competição, a comissão organizadora elabora um caso fictício, que serve de base para os trabalhos das equipes de mediação e de arbitragem. Em um primeiro momento, os times se dedicam a apresentar razões escritas (planos de mediação ou memoriais). Na sequência, são realizadas audiências simuladas de mediação e de arbitragem. “Os alunos atuam como mediadores e negociadores na competição de mediação e como advogados, na competição de arbitragem. Eles são avaliados por profissionais especializados em mediação ou arbitragem, de renome nacional e internacional, que são convidados pela câmara para participar da competição”.

“Competição Brasileira de Arbitragem e Mediação Empresarial organizada pela CAMARB superou todas as expectativas. Por ser uma edição totalmente virtual, tivemos a participação de estudantes das cinco regiões brasileiras e de dois países de língua lusófona: Angola e Portugal. Foram, ao todo, 90 equipes inscritas. Além de a competição espalhar a cultura da arbitragem e mediação, dá aos alunos uma ótima oportunidade de praticar. Sem falar no relacionamento, os jovens têm acesso aos grandes nomes do direito no Brasil para tirar dúvidas e são observados por profissionais que buscam novas pessoas para trabalhar. É realmente um evento completo”, ressalta Suzana.

As equipes


O professor Leandro Rennó, da PUC Minas, é o coordenador do projeto e responsável pela equipe vencedora. “Estou sempre à disposição, acompanho e oriento dentro do que é possível, mas eles são estimulados a trabalhar com autonomia e independência. Para eles conseguirem a conquista por eles mesmos”, conta. 

Ele explica que a equipe é formada por alunos que já participaram de edições anteriores, os chamados coaches. “Eles adquiriram uma experiência anterior e, por já terem uma maturidade maior, assumem esse lugar de coach. São eles que acompanham os alunos no dia a dia. Eu é que coordeno e supervisiono todo esse movimento”. A equipe de arbitragem é formada por 24 alunos e a de mediação contou com 18 estudantes. “Ganhamos o primeiro lugar como advogados mediadores, na mediação, e tivemos premiação também na arbitragem". 

O professor destaca que a PUC participa da competição desde as primeiras edições, sempre alcançando os primeiros lugares. A preparação começa em fevereiro, o caso sai em maio e a parte escrita é entregue em agosto. “Agosto, setembro e outubro sãi um treino intensivo para as rodadas orais. É um período muito intenso de estudos. Nesse período, eles não têm final de semana, não tem férias, nem feriado. Mas participar da competição gera para eles uma mudança de perspectiva em relação a atuação deles que 5 anos de faculdade não fazem. O crescimento pessoal, o desafio, a pressão gera uma mudança profissional e pessoal muito grande neles, mudando completamente o restante da carreira”, diz. Rennó enfatiza que a participação na competição proporciona um diferencial no currículo desses estudantes, colocando-os entre os preferidos para contratação pelos grandes escritórios de advocacia e empresas.

 
Luiz Eduardo Guimarães e Letícia Leles Ferreira, da equipe da UFMG(foto: Marjorie Vieira)
Luiz Eduardo Guimarães e Letícia Leles Ferreira, da equipe da UFMG (foto: Marjorie Vieira)
 


Concentração total


Luiz Eduardo Guimarães, estudante do 6° período, é o orador da equipe da UFMG que ficou entre as quatro melhores na competição de arbitragem. Ele e sua dupla, Letícia Leles Ferreira, fizeram uma sustentação oral para um tribunal simulado. “A competição tem algumas preparatórias ligadas a cada região do Brasil. Então, nos últimos dois finais de semana nós participamos da preparação da região sul e sudeste. Toda a competição foi feita em esquemas de painéis virtuais. A gente fez as exposições de cada ponto, simulou uma audiência de arbitragem e fomos avaliados”.

O estudante também conta como foi a experiência de participar da competição. “ A experiência foi a melhor possível, a gente teve um período de muita dedicação e trabalho, em que a gente foi elaborando as teses que íamos defender. Então treinamos com escritórios aqui de Belo Horizonte, com os professores da UFMG. Passamos por uma rotina longa de treinos, de preparação e estudos para conseguir fazer a melhor exposição possível durante a competição. Foi muito gratificante conseguir, depois de toda essa preparação, resultar em um trabalho muito bacana e que foi reconhecido por grandes profissionais que estavam avaliando a gente”, completa. 
 
*Estagiária sob supervisão da editora Liliane Corrêa


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