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Estado de Minas ECONOMIA

Sanções a Belarus podem encarecer mais os alimentos, diz ministra


17/11/2021 15:39

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirma que o governo se antecipa para evitar que as sanções econômicas contra Belarus, de onde sai 20% do potássio usado no campo brasileiro, provoquem novo aumento no preço dos alimentos e prejudiquem o fornecimento de fertilizantes para a safra de verão. Ela deu entrevista exclusiva ao Estadão nos Emirados Árabes Unidos, onde acompanhou o presidente Jair Bolsonaro.

O presidente está preocupado com o fornecimento de fertilizantes ao Brasil. Como evitar impacto na produção de alimentos?

Existe uma preocupação, porque importamos de 20 países, entre eles 20% de Belarus, que vai sofrer sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia no dia 8 de dezembro (em razão da crise de imigração na fronteira com a Polônia). Não é que vamos ter problemas de fornecimento, mas vamos ter problemas quanto ao pagamento. É mais ou menos o que já acontece com o Irã e que traz alguns transtornos na hora do pagamento. Estamos nos antecipando a isso, conversando com outros parceiros para que a gente tenha um porcentual nas exportações de produtos, para que a gente tenha segurança que nossos fertilizantes vão chegar a tempo.

Quando teria impacto?

Não temos problemas nesta safra, inclusive mais de 70% está plantada. Já temos produtos chegando para a segunda safra, não há também problemas maiores, mas estamos nos antecipando para a safra de verão, que vem daqui a um ano, em setembro, outubro e novembro. Saio daqui e vou para a Rússia conversar com alguns fornecedores, para garantir que teremos 100% dos fertilizantes de que precisamos.

Isso vai impactar o preço dos alimentos no Brasil agora?

Tudo impacta, mas a gente está trabalhando antecipadamente para que não aconteça.

Qual a situação do embargo da carne na China?

Estamos aguardando. Fornecemos todos os esclarecimentos porque, infelizmente, irresponsavelmente, deram uma notícia de que teríamos dois casos de BSE (o chamado como mal da vaca louca) em humanos, o que não é verdade. Foi logo esclarecido, mas tudo isso causa algum tipo de desconfiança, e a gente precisa passar novas informações. Já passamos todas as informações à China. Agora, estamos aguardando a resposta deles sobre mais essa notícia desencontrada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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