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Estado de Minas AUMENTO

Produtos da ceia de Natal sobem quase 60% em relação a 2020 em BH

Dos 11 itens pesquisados no Mercado Central e que são frequentes na mesa do brasileiro no Natal, apenas dois registraram queda nos preços


15/11/2021 12:50 - atualizado 15/11/2021 13:04

Imagem de uma loja do Mercado Central de BH
Diversas frutas que fazem parte do cardápio da ceia de Natal tiveram aumento no último ano em BH (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Pesquisa feita pelo Mercado Mineiro, em parceria com o aplicativo ComOferta, mostra que o morador de Belo Horizonte vai gastar um pouco mais, em comparação com o ano passado, para ter os produtos tradicionais da ceia de Natal na mesa, como por exemplo, frutas cristalizadas. Em alguns casos, o aumento em relação a 2020 passa dos 40%, chegando a quase 60%.

O levantamento foi feito em estabelecimentos do Mercado Central, no Hipercentro de BH. Ao todo, 11 produtos bastante usados no Natal foram pesquisados, sendo que apenas dois registraram queda em comparação com 2020. O quilo das nozes com casca, por exemplo, que tinha o preço médio de R$ 54,42 no ano passado, passou a custar R$ 48,27, em média, em 2021. Uma queda de 11,31%. 

Outro item que registrou diminuição no custo foi a castanha de caju torrada. No entanto, a queda foi de apenas 0,31%, uma vez que o preço médio do quilo em 2020 era R$ 87,56 e caiu para R$ 87,29 neste ano.

Mas o que vai tornar o Natal do belo-horizontino mais "salgado" são os aumentos acumulados nos últimos 12 meses, principalmente para quem deseja contar com o damasco seco na ceia. O quilo do produto, que custava R$ 47,74, em média, em 2020, agora está saindo a R$ 75,84. Uma crescente de 58,86%. Mesmo caminho da castanha do pará inteira, que subiu 43,35%. O item era encontrado no ano passado com um custo médio, por quilo, de R$ 71,66. Agora, o valor subiu para R$ 102,72.

As frutas cristalizadas, que fazem sucesso nas melhores receitas para a ceia de Natal, também ficaram mais "indigestas" em 2021, por seu preço médio do quilo ter subido 41,65% em relação a 2020. No ano passado, era possível encontrar os itens a R$ 12,97, em média, por quilo, preço que subiu para R$ 18,37 no ano corrente.

A variação de preços praticados por lojas dentro do Mercado Central também é algo que chama a atenção. O damasco seco, por exemplo, pode ser encontrado por R$ 62 até R$ 99,90 o quilo, o que dá uma diferença de 61%. O maior preço do quilo das frutas cristalizadas, por exemplo, é de R$ 24,90, enquanto o menor foi encontrado por R$ 16. Uma variação de 56%.

Outro exemplo fica por conta das amêndoas laminadas, que podem ser encontradas por R$ 89,90 o quilo, mas, também, a R$ 136,90 o quilo, o que dá uma variação de 52%. Por isso, a principal dica para o consumidor é só uma na hora de comprar: pesquisar bastante.

Doces e queijos


A pesquisa também levantou preços de produtos típicos vendidos no Mercado Central, como queijos e doces. A variação de valores por loja chegou a bater a marca de 150%.

O menor preço encontrado do quilo do queijo minas Serro no Mercado Central foi de R$ 29,90. O maior, de acordo com a pesquisa, foi R$ 74,90, o que deu uma variação de 150,5%. Já o queijo mussarela trancinha pode ser achado tanto a R$ 22,80 quanto por R$ 46, ambos por quilo. Uma margem de diferença que pode chegar a 101,75%.

Imagem de goiabada cascão no Mercado Central de BH
Diferença encontrada nos valores da goiabada cascão no Mercado Central variaram 57,93% (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Ainda sobre queijo, o parmesão curado pode ser encontrado no Mercado Central a R$ 39,90 o quilo. No entanto, há estabelecimento que vende o quilo do mesmo produto a R$ 67,90, o que dá uma variação de 70,18% no preço do item. Um pouco abaixo do índice citado está os 66,89% da margem de valores do quilo do queijo minas meia cura, encontrado por R$ 29,90, mas, também, por R$ 49,90.

Em relação aos doces, a maior variação encontrada foi na cocada branca e da morena, que podem ser negociadas tanto a R$ 16,90, dependendo da loja, quanto a R$ 28,00 o quilo, que dá uma margem de 65,68%. O percentual está próximo da diferença encontrada nos valores da goiabada cascão, que variaram 57,93%, uma vez que o quilo do produto pode custar de R$ 14,50 a R$ 22,90.

Imagem de consumidor no Mercado Central de BH
Consumidor precisa pesquisar bem na hora de comprar queijos, doces e outros itens no Mercado Central (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)


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