
Mais do que telefonia, o 5G promete mudar a forma de se comunicar e realizar ações e serviços devido à velocidade e capacidade de dados transmitidos, destaca Fred Trindade, gerente executivo de Treinamento e Consultoria do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel).
Trindade participa da coordenação de pesquisa do 5G no órgão. Todo o estudo, desenvolvimento e projetos começaram em 2013. Ele acrescenta que a sociedade em geral será beneficiada com essa rede, podendo ser utilizada em projetos de cidades inteligentes, veículos autônomos, saúde, educação, transportes e demais áreas, como o setor agropecuário.
As torres “altas”, que atualmente são vistas pela população em picos de serras, passarão a ter baixa dimensão e estarão presentes “em cima de prédios, postes, entre outros locais”, afirma o gerente. O motivo é que o sinal do 5G precisa estar próximo dos usuários.
5G esbarra em leis
Para essa tecnologia funcionar é preciso que municípios adequem a legislação referente à Lei Geral das Antenas (13.116/15). A explicação para o Brasil ter apenas 19 municípios aptos, até o momento, é que esses locais já possuem essa mudança na legislação e o restante ainda está atrasado quanto à instalação de antenas.

Santa Rita do Sapucaí está à frente da maior megalópole da América Latina, São Paulo (SP), devido à modernização da legislação municipal. O sul mineiro Vale da Eletrônica já teve sancionada, em 18 de outubro, a Lei 5.406/21. O prefeito Wander Wilson Chaves aprovou e publicou a lei que determina “as normas para promover a expansão da cobertura das redes e a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população”.
Trindade considera que o 5G pode entrar em vigor no Brasil a partir de 2022. Para que isso seja possível, o Inatel, que tem o know-how no assunto, já capacita há alguns anos profissionais e empresas ligados às telecomunicações no país e realiza eventos, como o do primeiro teste do 5G nacional.
(Nayara Andery / Especial para o EM)
