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Estado de Minas PATRIMÔNIO CULTURAL

Iphan reconhece mais regiões mineiras como produtoras do Queijo Minas

Instituto decidiu considerar as oito regiões identificadas como produtoras do Queijo Minas Artesanal, assim como as identificadas posteriormente


11/11/2021 17:26

Queijo canastra sendo produzido em Minas Gerais
Iphan atualizou o Queijo Minas como Patrimônio Cultural do Brasil - e ampliou a delimitação geográfica (foto: Aprocan/Divulgação)
Minas ganha mais um reconhecimento para um dos seus produtos tradicionais e admirados a qualquer tempo. Inscrito no Livro de Registro dos Saberes, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 2008, o “Modo artesanal de fazer Queijo de Minas, nas regiões do Serro e das serras da Canastra e do Salitre” teve o título de Patrimônio Cultural do Brasil revalidado, nesta quinta-feira (11/11), durante a 98ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. No processo de revalidação foram reconsideradas também a delimitação territorial e a nomenclatura do bem, que passa a se chamar “Modos de fazer o Queijo Minas Artesanal”.
 
Em nota, a direção do Iphan informou que durante a reunião foram apresentados pontos importantes do Parecer Técnico de Revalidação do bem cultural, enfatizando transformações pelas quais ele passou, em especial quanto à abrangência do registro. Foi pontuado que ha%u0301 reivindicações antigas de ampliação da abrangência deste bem, como para a região de Araxá, no Alto Paranaíba, e que a reavaliação e%u0301 um momento propício para essa redefinição. 

O parecer, elaborado pela Superintendência do Iphan em Minas Gerais, recomendava a ampliação da abrangência territorial do bem, com alteração do título para “Modos de fazer o Queijo Minas Artesanal”. Assim, o reconhecimento passa a considerar as oito regiões atualmente identificadas como produtoras de Queijo Minas Artesanal, bem como aquelas que venham a ser identificadas posteriormente.

“Essa disseminação do modo artesanal de fazer queijo de Minas no território estadual reforça a compreensão sobre sua importância e seus significados como referência cultural, o que justifica que o registro não esteja restrito às três regiões inicialmente previstas”, explica a cientista social da superintendência do Iphan em Minas Gerais, Corina Maria Rodrigues Moreira.

Valor cultural 


Os “Modos de fazer o Queijo Minas Artesanal” se baseiam em saberes e fazeres dinâmicos, inscritos histórica e cotidianamente na paisagem, na tradição e nas práticas das regiões onde ocorrem, constituindo uma marca identitária e uma rede própria de sociabilidades ancoradas na atualização diária da memória e dos conhecimentos transmitidos de geração em geração. 

Mais que um conjunto de saberes e técnicas, o bem constitui um conhecimento tradicional e um traço marcante da identidade cultural dessas regiões. O produto se integra à vida cotidiana e às formas de sociabilidade alimentar. Em cada uma das regiões, os detentores do conhecimento forjaram um modo de fazer próprio, expresso na forma de manipulação do leite, dos coalhos e das massas, na prensagem, no tempo de maturação (cura), conferindo a cada queijo aparência e sabor específicos, também marcados pelas características naturais das regiões onde são produzidos. 
 
Produção do queijo canastra, em Minas Gerais
Patrimônio passa a ser inscrito no livro do Iphan como %u201CModos de fazer o Queijo Minas Artesanal%u201D (foto: Aprocan/Divulgação)
 
 
De acordo com o Iphan, os bens registrados como Patrimônio Cultural passam pelo processo de revalidação a cada dez anos, seguindo o estabelecido no Decreto n º 3.551/2000. O objetivo é investigar sobre a atual situação do bem cultural, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, entre outros aspectos. A revalidação também busca dar subsídio a ações futuras de proteção e valorização do patrimônio imaterial.

Os processos de revalidação não visam destituir o título de Patrimônio Cultural do Brasil de qualquer bem registrado pelo Iphan. A retirada do título pode ocorrer, em hipótese remota, caso a prática deixe de existir ou os próprios detentores assim desejarem, por exemplo. Os detentores são convidados a participar de todas as etapas do processo de revalidação e contribuem com a elaboração do Parecer de Reavaliação, que é disponibilizado para manifestação de toda a população.


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