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Estado de Minas

Com ameaça ao teto de gastos, Ministério da Economia tem 'debandada' de servidores

Quatro servidores do alto escalão do Ministério da Economia pediram exoneração de seus cargos na tarde desta quinta-feira (21) em meio à insatisfação pela proposta do governo de furar o teto de gastos para bancar o chamado Auxílio Brasil, programa que pode substituir o Bolsa Família.


21/10/2021 18:56 - atualizado 21/10/2021 19:22

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
Quatro servidores do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, pediram demissão (foto: Reuters)

Quatro servidores do alto escalão do Ministério da Economia pediram exoneração de seus cargos na tarde desta quinta-feira (21/10) em meio à insatisfação pela proposta do governo de furar o teto de gastos para bancar o chamado Auxílio Brasil, programa que pode substituir o Bolsa Família.

Deixam o governo Bruno Funchal e Gildenora Dantas, secretário especial e secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, respectivamente. Além deles, também pediram demissão Jeferson Bittencourt e Rafael Araújo, que ocupavam os cargos de secretário e secretário-adjunto do Tesouro Nacional.

Os pedidos de demissão ocorrem na esteira da fala de ontem do ministro Paulo Guedes, que afirmou que o financiamento do Auxílio Brasil pode chegar a R$ 30 bilhões acima do teto de gastos. O benefício seria de R$ 400.

A expectativa do governo é que o novo programa possa ajudar a recuperar a popularidade de Bolsonaro para a disputa eleitoral do próximo ano. Atualmente, o presidente aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota, o Ministério da Economia afirma que os quatro funcionários pediram demissão "por razões pessoais".

"Os pedidos foram feitos de modo a permitir que haja um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos", afirma a pasta.

A perspectiva de que os recursos para o novo auxílio ultrapassem o teto de gastos foi o motivo desse profundo mau humor dos mercados .

Aprovado em 2016, o teto de gastos limita o crescimento da despesa do governo de cada ano à variação da inflação do ano anterior. A ideia da regra é limitar o crescimento descontrolado da dívida pública, mas as tentativas do governo de furar a lei têm sido frequentes.

Segundo economistas, o possível descontrole das contas públicas que seria resultado desse gasto fora do teto piora as perspectivas para a inflação futura, o que pode fazer com que o Banco Central tenha que elevar ainda mais os juros para conter a alta de preços.

Com mais inflação e mais juros, as empresas tendem a retrair investimentos, prejudicando o crescimento do PIB e, consequentemente, a geração de empregos.

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