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Estado de Minas INVESTIMENTO

Projeto eólico e solar de mais de R$ 5 bilhões será implantado em Minas

Companhia alemã investirá em três projetos de energia limpa, na Região Norte do estado


10/09/2021 17:36 - atualizado 10/09/2021 17:58

Além de energia solar fotovoltaica, o projeto prevê a produção de energia eólica
Além de energia solar fotovoltaica, o projeto prevê a produção de energia eólica (foto: Gil Leonardi/Imprensa)
A empresa alemã Sowitec vai investir R$ 5,2 bilhões em três grandes projetos de energia renovável em municípios da Região Norte de Minas Gerais. Dois são exclusivamente de fonte solar fotovoltaica, nas cidades de Presidente JK e Minas do Sol. O terceiro é de fonte híbrida, ou seja, converge tanto para a geração de energia solar quanto para a eólica.

 

 


O projeto híbrido, batizado de Complexo de Geração de Energias Gameleiras, será instalado nos municípios de Monte Azul, Espinosa, Santo Antônio do Retiro, Rio Pardo de Minas e Mato Verde. 

A capacidade estimada de potência das primeiras fases desse empreendimento é de 600 MW, no eólico, e 400 MWac (520 MWp), no solar. Já nas próximas fases do projeto, as capacidades devem saltar para 1.400 MW no eólico e 600 MWac (780 MWp) no solar. 

Quando o sistema estiver totalmente implantado, poderá atender, em média, 1,5 milhão de residências por ano. 

Estágios de desenvolvimento dos projetos


Os projetos solares Minas do Sol, em Pirapora, e Presidente JK, no município de mesmo nome, estão em estágio avançado de desenvolvimento. Todas as propriedades estão regularizadas, medição de energia solar de acordo com os parâmetros dos órgãos competentes e licença ambiental de implantação emitida. 

Em Pirapora, o projeto terá potencial para atender, em média, 250 mil residências por ano, já em Presidente JK a estimativa é de 350 mil casas. 

O complexo híbrido Gameleiras está em processo de regularização das propriedades e obtenção de licença ambiental para a futura construção. A implantação total dos projetos é estimada em dois a quatro anos, com início previsto a partir de 2023. 

A primeira etapa dos projetos tem previsão de começar a operação no final de 2024 e a estimativa do governo do estado é que todas as fases estejam finalizadas até 2027. Devem ser gerados 400 empregos no período de implantação. 

Benefícios para a população


A implantação do projeto vai trazer uma solução há muito tempo desejada pela população local. É que o complexo Gameleiras ficará em uma região de áreas com histórico de processos de regularização fundiária complicados. Assim, um acordo entre a empresa e o governo de Minas deve acelerar os processos de regularização. 

De acordo com Edgard Almeida, vice-diretor da Sowitec, a companhia se comprometeu a incentivar que os proprietários busquem a titulação de todos os imóveis. 

“Vamos propagar a informação sobre essa possibilidade de regularização e fornecer todo apoio técnico, jurídico e financeiro para os proprietários em todas as etapas do processo de regularização”, garantiu.

O projeto deverá ser instalado em uma área de 355 hectares, o equivalente a mais de 300 campos de futebol. Para isso, a empresa fez um mapeamento das áreas e estimou a regularização de 130 a 150 imóveis.

Uma dessas áreas pertence ao comerciante Leandro Soledade dos Santos, de 35 anos, morador de Monte Azul. Casado e pai de um filho, ele contou que não teria como arcar com as despesas de registro dos 31 hectares que pertencem a ele por causa dos altos custos. Segundo ele, este é um sonho antigo da família. 

“Essa iniciativa vai auxiliar não só a mim, mas também a muitos outros proprietários. Estamos acompanhando tudo de perto e muito felizes com essa possibilidade de arrendamento”, explicou.

Potencial eólico de Minas 


Na avaliação de Almeida, Minas Gerais tem um potencial ainda pouco explorado para energia eólica, mas pode se beneficiar da evolução das tecnologias disponíveis. 

“Atualmente há mecanismos que permitem o aproveitamento desse potencial com aerogeradores de maior alcance. A localização do estado também contribui para esse interesse, pois o subsistema elétrico sudeste e centro-oeste é o maior consumidor de energia do Brasil, sendo que existe uma grande procura por projetos de geração de energias renováveis”, afirmou. 

“O apoio do Governo de Minas, por meio do Indi, é de extrema importância para iniciarmos os projetos dentro do tempo planejado, auxiliando na resolução de entraves de longa data, como o caso da questão fundiária. Há também o suporte essencial em relação às licenças e o tratamento tributário”, completou.

O analista da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), Gustavo Pontello Silva, também avalia que o projeto híbrido da empresa alemã vai demonstrar o potencial do estado em relação à energia eólica. 

“O Indi apoia e acredita nesse projeto, que é inédito em Minas e será um grande marco. É uma iniciativa muito importante para avançarmos nesse mercado, provando que é viável investir em energia eólica no território mineiro.”
 
* Estagiária sob supervisão 



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