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Estado de Minas COMBUSTÍVEIS

Tanqueiros voltam ao trabalho depois de paralisação de 7 de setembro

Transportadores de combustíveis cruzaram os braços por 24 horas na terça-feira nas manifestações por Bolsonaro e reivindicando a redução do ICMS pelo estado


08/09/2021 09:02 - atualizado 08/09/2021 12:14

Novo ato estava previsto para esta manhã na Regap, em Betim
Novo ato estava previsto para esta manhã na Regap, em Betim (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 03/09/2018)
Depois da paralisação de 24 horas em 7 de setembro, tanqueiros de Minas Gerais voltaram a trabalhar nesta quarta-feira (8/9). A informação foi confirmada na entidade que representa a categoria. 

Inicialmente, segundo o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sindtaque-MG), a paralisação seria  por tempo indeterminado . Alguns postos chegaram a ficar sem combustível na tarde passada e hoje  haveria uma concentração na porta da Refinaria Gabriel Passos (Regap) , em Betim, na região metropolitana da capital, o que não ocorreu. 

No fim da manhã, o presidente do sindicato, Irani Gomes, explicou que o movimento de hoje foi suspenso porque os representantes pretendem ir nesta quinta à Cidade Administrativa. “Iremos tentar uma reunião com o governo novamente, caso não acha sucesso, retomaremos a paralisação”, informou. 

A manifestação também fez parte da convocação dos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizados ontem no Brasil. 

O movimento grevista reivindica redução do ICMS por parte do governo de Minas Gerais. A alta dos preços do óleo diesel alcançou 36,35%, em média, no país durante os últimos 12 meses até julho, de acordo com a pesquisa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Grande BH, a variação foi de 35,36%. Por sua vez, o IPCA foi de 8,99% na média do Brasil e de 9,43% em BH e entorno no mesmo período.

Vale lembrar que a política de paridade dos combustíveis com as cotações internacionais, conduzida pela Petrobras, e a influência do câmbio na formação dos preços também afetam o preço dos combustíveis. 

O governo de Minas informa que as alíquotas do ICMS incidentes no preço dos combustíveis não passaram por alterações recentemente. Segundo o Executivo, as últimas alterações foram aplicadas em janeiro de 2018 (o imposto sobre a gasolina passou de 29% para 31% e sobre o etanol, de 14% para 16%) e em janeiro de 2012 (o ICMS do diesel subiu de 12% para 15%).


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