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Estado de Minas DÍVIDAS

Em 2020, 53% dos brasileiros pediram empréstimo pessoal para pagar dívidas

Segundo a pesquisa, abrir ou investir em um negócio e comprar um veículo também lideraram as solicitações de crédito no ano


23/12/2020 18:36 - atualizado 27/01/2021 14:57

Em 2020, muitos brasileiros pediram empréstimo pessoal para ficar com as contas no azul. (foto: Pixarbay )
Em 2020, muitos brasileiros pediram empréstimo pessoal para ficar com as contas no azul. (foto: Pixarbay )
Uma pesquisa realizada pela fintech Bom Pra Crédito, para compreender o perfil do tomador de empréstimo em 2020, mostra que o Brasil é um país que quer pagar suas dívidas. De acordo com a startup, 53% dos brasileiros pediram empréstimo pessoal para ficar com as contas no azul. 

Ainda de acordo com o estudo, investir em um negócio (19%), comprar um veículo (7%), reformar um imóvel (6%), fazer compras (4%) ou comprar um imóvel (3%) seguem liderando o ranking de prioridades financeiras daqueles que pedem empréstimo. 

Para Ricardo Kalichsztein, CEO do Bom Pra Crédito, em um ano tão atípico, as finanças de muitos brasileiros ficaram comprometidas. Por isso, algumas pessoas recorrem ao crédito para manter a organização das contas em dia. 

“Alguns fatores contribuíram bastante para a busca por crédito neste ano, tais como a redução do auxílio emergencial, a alta nos preços de alimentos e compras de supermercado, além da variação excessiva do IGP-M em 2020, índice utilizado nos contratos de aluguel”, explica Kalichsztein.

Segundo dados da startup, ao longo do ano, a procura por empréstimo aumentou 27,7% na média diária de solicitações por pessoas com renda de até R$ 2 mil no quarto trimestre, quando comparado ao fim do terceiro. Os números reforçam um impacto financeiro maior na população de baixa renda das classes C e D.

Quanto ao perfil dos entrevistados, o público majoritário foi de assalariados (42%) e autônomos (33,5%). “A pandemia pegou muita gente de surpresa, principalmente os mais de 20 milhões de trabalhadores autônomos que temos no país. Nesse cenário, diversas medidas e adaptações tiveram que ser tomadas para evitar prejuízos e impedir a falência dos negócios, incluindo as solicitações de empréstimo”, completa Kalichsztein.
 
*Estagiária sob supervisão da subeditora Jociane Morais 


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