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Estado de Minas CONSUMO

Supermercados na Black Friday: vale a pena estocar produtos em promoção?

Economista dá dicas para quem quer aproveitar os itens em oferta


25/11/2020 16:09 - atualizado 25/11/2020 16:39

Supermercados de BH estão com ofertas de produtos para a Black Friday(foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
Supermercados de BH estão com ofertas de produtos para a Black Friday (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
A Black Friday, uma das datas mais aguardadas do ano, acontece na próxima sexta-feira (27) e é a esperança dos comerciantes que sofreram prejuízos por causa da pandemia. De acordo com a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a edição de 2020 deve movimentar R$ 3,74 bilhões e registrar o maior fluxo financeiro desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010.

O segmento de hipermercados e supermercados deve ser destaque - com estimativa de gerar cerca de R$ 916,9 milhões em receitas - ficando atrás apenas do setor eletroeletrônicos e utilidades domésticas, com previsão de movimentar R$ 1,022 bilhão.  

Diante de tantos descontos e promoções, o consumidor fica tentado a aproveitar para fazer estoque de alguns produtos. Segundo o economista e professor da Una, Cleyton Izidoro, isso é possível, desde que observados alguns cuidados. “Desde que não sejam produtos de validade curta. Porque não adianta nada comprar um produto e depois não conseguir utilizar”, ressalta. 

Assim, aqueles itens com prazo de validade estendido, como sabão em pó, desinfetante, detergente, papel higiênico e sabonete podem ser adquiridos em maior quantidade. Quanto aos alimentos perecíveis não é aconselhável fazer grandes estoques. Por isso, a primeira dica é conferir a data de validade de todos os produtos, antes de colocá-los no carrinho.   

“Outra coisa é não fazer endividamento apenas para aproveitar uma promoção. Muita gente acaba usando cartão de crédito ou mesmo o cheque especial para comprar nessa época. Não vale a pena. O consumidor deve ficar atento neste sentido”, explica. 

Outra dica é verificar se aquela oferta é mesmo atrativa. “O consumidor deve ficar atento se é oferta mesmo ou uma questão de marketing, apenas para atrair o cliente e aumentar o consumo”, explica.   

Izidoro alerta também os consumidores para que pensem se há a necessidade daquele produto. “A pessoa tem que conseguir equilibrar se precisa mesmo comprar ou se está agindo por impulso. Quando falamos da questão financeira, o grande ponto é a gente trabalhar com a necessidade e o desejo. Geralmente, quando seguimos apenas o desejo, vamos ter um descontrole financeiro muito grande”. 

Segundo ele, por não observar se o produto é realmente necessário as pessoas acabam se endividando. “E a compra por impulso nunca é boa. A pessoa faz a compra e depois não sabe nem o que fazer com aquilo”. 

“Nós tivemos um ano bem atípico em 2020, com a pandemia. Então, as pessoas não podem ir para o ‘oba oba’, se animar com as promoções sem pensar se vão ter, efetivamente, condições de pagar por aquilo que compraram”, alerta. 

Descontos menos atrativos 



O economista Feliciano Abreu, diretor do Mercado Mineiro, explica que a Black Friday é uma data de desova de produtos encalhados no estoque dos comerciantes, que reduzem os preços para acelerar as vendas e, assim, adquirir mercadorias e renovar as vitrines para o Natal.

Os supermercados, no entanto, costumam a acumular poucos estoques, pois vendem, sobretudo, itens de primeira necessidade, que são de alto giro.

“O supermercadista, portanto, não tem muitos produtos comprados antes da pandemia para queimar. Se, na última Black Friday, ele conseguia vender uma picanha a menos de R$ 28 e uma cerveja premium por R$ 4, por exemplo, hoje, é improvável que ele consiga fazer isso, pois o preço de custo desses artigos deve estar bem próximo disso”, pondera.
 
 
 
 
*Estagiária sob supervisão da editora Liliane Corrêa
 


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