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Estado de Minas ECONOMIA

Índice de inadimplência em BH registra a primeira queda durante a pandemia

Segundo a Fecomércio-MG, o índice de endividamento atingiu 39,4% da população em agosto, contra 41,6% em julho, redução de 2,2 pontos percentuais


24/09/2020 17:53 - atualizado 24/09/2020 18:28

O recuo do indicador revela que mais pessoas estão conseguindo quitar débitos em atraso(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
O recuo do indicador revela que mais pessoas estão conseguindo quitar débitos em atraso (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
O percentual de inadimplentes em Belo Horizonte registrou a primeira queda desde o início da pandemia de COVID-19. O índice atingiu 39,4% da população em agosto, contra 41,6% em julho – recuo de 2,2 pontos percentuais (p.p). Os dados foram apresentados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborados pela Fecomércio-MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A taxa se refere ao número de famílias que possuem contas ou dívidas em atraso.

De acordo com a economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais, Bárbara Guimarães, “o recuo do indicador revela que mais pessoas estão conseguindo quitar débitos em atraso, que foram adquiridos, principalmente, com cartões de crédito, carnês, empréstimos pessoais e prestações de financiamentos de veículos e de imóveis”.

“Além disso, o cenário reflete uma leve melhora em relação à renda das famílias, já que muitas atividades econômicas retornaram nos últimos meses”, completou.  

Essa projeção de queda destacada por Bárbara pode ser observada no nível de endividamento das famílias na capital mineira, uma vez que, em agosto, o indicador registrou 77,7%, uma queda de 3,5 p.p. em comparação ao mês anterior (81,2%). 

Diferentes dívidas

Segundo a análise da Fecomércio-MG, a principal modalidade de dívida das famílias continua sendo o cartão de crédito (80,9%), cujo crédito é ainda maior entre as famílias que recebem mais de 10 salários mínimos (91,7%). Em seguida, aparecem os carnês (16,6%), o crédito pessoal (9,5%), o financiamento de carro (9,4%), o crédito consignado (9,3%) e o cheque especial (7,3%). 

Ainda segundo a economista, o recuo de endividamento está relacionado ao momento de incertezas que toda a população enfrenta com a pandemia do novo coronavírus. 

“A cautela do consumidor é compreensível, por isso ele tem evitado adquirir muitos compromissos financeiros de forma a aliviar o orçamento. No entanto, o uso do cartão de crédito ainda é uma opção para mais de 80% da população. A modalidade tem muitas vantagens, o problema surge quando ela é usada para as compras do mês ou para completar o orçamento, o que pode descontrolar as finanças”, detalhou Bárbara.

Outro ponto de destaque é o percentual de consumidores que afirmaram não ter condições de quitar as suas dívidas, que também apresentou uma nova queda, assumindo o valor de 18,4% em agosto, que está abaixo do registrado em julho (20,5%). Em BH, o endividamento representa 10% da renda familiar em 83,8% dos casos, sendo que esse percentual atinge 50% do orçamento mensal para 23,5% dos entrevistados pela pesquisa. Em média, o tempo de comprometimento da renda é de sete meses.
 
A Peic retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores da capital mineira. Para elaborar a pesquisa de agosto, foram entrevistadas mil famílias residentes na capital mineira. A margem de erro da Peic, realizada nos últimos dez dias de julho, é de 3,5%, e o nível de confiança é de 95%.
 
* Estagiário sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 


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