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Estado de Minas ELITE

Reforma administrativa protege os chamados 'sangue azul' do funcionalismo; saiba quem são

O texto enviado ao Congresso mantém privilégios para as chamadas carreiras de Estado


03/09/2020 20:15 - atualizado 03/09/2020 21:34

A reforma atingirá, sobretudo, o chamado carreirão, que representa 80% dos servidores federais(foto: Hoana Gonçalves/Ministério da Economia)
A reforma atingirá, sobretudo, o chamado carreirão, que representa 80% dos servidores federais (foto: Hoana Gonçalves/Ministério da Economia)
A expressão “sangue azul”, muito usada no governo de Dilma Rousseff para se referir à elite do funcionalismo, está mais viva do que nunca na administração de Jair Bolsonaro. A proposta de reforma administrativa encaminhada nesta quinta-feira (03) ao Congresso mantém privilégios para as chamadas carreiras de Estado.
 
Pelo projeto, os “sangue azul” estão blindados do corte de salários e de jornada e terão a estabilidade intocada, inclusive em futuros concursos. A lista inclui auditores fiscais, policiais federais, funcionários do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), advogados da União e diplomatas. A lista oficial ainda não foi divulgada.

Segundo o Ministério da Economia, “a vedação da redução de remuneração e jornada para os cargos típicos de Estado está mantida na proposta”. Antes mesmo de o ministério reforçar isso, o Palácio do Planalto já havia informado representantes dos “sangue azul” que eles seriam preservados na reforma.

Carreirão será o mais afetado pela reforma

A reforma atingirá, sobretudo, o chamado carreirão, que representa 80% dos servidores federais. São, principalmente, professores e funcionários da saúde. Eles, no entanto, têm pouca representatividade no Congresso. Portanto, o lobby é fraco.

No Palácio do Planalto, a justificativa é de que o governo precisa proteger as carreiras de Estado, que são estratégicas para o país. Na Esplanada dos Ministérios, porém, o pensamento é o de que o governo deveria priorizar justamente profissionais da saúde e da educação.

A proteção dos “sangue azul” foi uma das exigências do presidente Bolsonaro. Ele não quer problemas com as carreiras ligadas às áreas de segurança, que se encaixam, em sua maioria, entre os cargos típicos de Estado.

Além do apoio do Planalto, os “sangue azul” têm forte representatividade no Congresso. São eles que bancam todo o trabalho feito nos bastidores junto a parlamentares para barrar ou fazer andar projetos de interesse deles.


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