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Estado de Minas REFORMA ADMINISTRATIVA

Salários de futuros servidores públicos serão equiparados aos da iniciativa privada

Equipe econômica do Governo Bolsonaro, no entanto, quer evitar que esse critério motive embates no momento


02/09/2020 18:29

Integrantes do governo esperam que servidores tentem barrar reforma no Congresso(foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Integrantes do governo esperam que servidores tentem barrar reforma no Congresso (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
A reforma administrativa, cujas linhas gerais serão encaminhadas nesta quinta-feira (03/09) ao Congresso, vai reduzir — e muito — os salários iniciais de futuros servidores. Há o entendimento, dentro do governo, de que é impossível que um funcionário público ganhe, em média, 90% acima de um trabalhador da iniciativa privada exercendo as mesmas funções.

Esse detalhamento, no entanto, não será explicitado num primeiro momento, para não motivar embates maiores do que o esperado no Congresso. “Tudo será feito em etapas. Sabemos que os servidores já se prepararam para tentar tudo o que puderem no Legislativo a fim de barrarem a reforma”, afirma um técnico da equipe econômica.

Hoje, a diferença salarial entre quem está no início e quem está no final de carreira é de cerca de 10%. “Isso inviabilizar um sistema de promoções justo no serviço público. Queremos uma progressão das carreiras, de forma que apenas quem realmente mereça vá galgando postos melhores”, acrescenta o mesmo técnico.

O Ministério da Economia garante que tudo será feito de forma clara, para que haja um sistema de salário mais justo. Serão formados comitês para definir as melhores regras a serem seguidas. Também haverá brechas para cortes de salários em caso de problemas fiscais. O governo, no entanto, sabe que esse será um dos pontos de maior embate no Congresso.

Entre os técnicos da equipe econômica, a confiança é grande em relação ao avanço da reforma administrativa. Para eles, uma das principais barreiras foi superada: o presidente Jair Bolsonaro, que havia mandado engavetar as propostas, o que pesou para a saída de Paulo Uebel do Ministério da Economia.

“O debate no Congresso será duro. Mas, depois da reforma da Previdência, há um amadurecimento da sociedade para que temas como o ajuste na administração pública, que custa caro e é ineficiente, vá adiante”, destaca outro técnico.


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