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Estado de Minas CONAB

Preços de alface, tomate e melancia caem durante pandemia

Boletim aponta variações de hortigranjeiros em diversos estados brasileiros e queda nas exportações de frutas chega a 4% em ralação a janeiro e abril do ano passado


postado em 22/05/2020 13:09 / atualizado em 22/05/2020 13:44

Cohab divulga variação de preços de hortigranjeiros em plena pandemia(foto: Flickr)
Cohab divulga variação de preços de hortigranjeiros em plena pandemia (foto: Flickr)
Alface, tomate e melancia tiveram os preços reduzidos em abril, em meio às medidas de restrição devido à pandemia de COVID-19 e à sazonalidade da oferta. Os resultados foram divulgados na 5ª edição do Boletim do Prohort da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o estudo, o tomate chegou a ter queda de preços de 29,6% na Central de Abastecimento (Ceasa) do Rio de Janeiro e de 23,1% na central de Belo Horizonte. Já a alface, afetada sobretudo pelo clima frio, que inibe as compras em algumas localidades, apresentou menor volume para comercialização e redução de preços. As maiores baixas ocorreram na central de Vitória (29%),  Belo Horizonte (25,84%) e na Ceagesp, São Paulo (3,03%).
 
Com preços em alta para a batata, a continuidade do declínio da safra das águas, quase em seu final, e a presença ainda insignificante da nova safra fizeram a menor oferta pressionar os preços para cima. Estes movimentos registraram aumento entre 2,34% na CeasaMinas e 33,18% na Ceasa do Rio de Janeiro.

No caso da cebola, os percentuais de alta ficaram entre 26,75% na Ceasa de Goiás  e 80,2% na Ceagesp, de São Paulo. O abastecimento concentrado na produção do Sul do país, em declínio em abril, e o atraso na saída da produção nordestina, em função das chuvas na região, pressionaram as cotações para cima, de acordo com o boletim.

No caso das frutas, a melancia foi a que teve maior redução percentual de preços, chegando a ser vendida na central de Goiânia com queda de 33,18%. A redução de preços ocorreu em virtude da fraca demanda resultante de chuvas em alguns centros consumidores e frio em outros, fatores que reduzem o consumo dessa fruta. 

A banana nanica e a prata tiveram menor produção em São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, grandes produtores nacionais. Mesmo com a menor oferta, a redução na demanda, em decorrência das medidas de isolamento social (fechamento de escolas, bares, restaurantes e menor fluxo em feiras) fizeram com que os preços ficassem estáveis ou reduzissem. Entre os mercados atacadistas que apresentaram diminuições nos preços dessa fruta, estão a central mineira (16,6%) e a de Goiânia (7,05%).

MERCADO

O volume de exportação de frutas acumulado no país, até abril, foi 4,61% menor  em relação ao mesmo período de 2019, e o valor comercializado em dólares diminuiu 13,44%, o que pode ser uma sinalização dos efeitos da pandemia do novo coronavírus no mundo, aponta o estado.

O destaque é o crescimento do volume das exportações de maçãs, limões e limas, banana e abacate. O melão, principal fruta brasileira exportada, continuou a apresentar queda nas remessas ao exterior.

Conheça tubérculos, verduras e legumes da estação 

Batata-doce: tem um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, o que significa que sua absorção é mais lenta,  não eleva rapidamente os níveis de glicose no sangue. Dessa forma, fornece uma energia prolongada ao organismo, favorecendo praticantes de atividades físicas. Rica em fibras,  é fonte de ferro e potássio, além de conter vitaminas E, C e A.

Cará e inhame: são tubérculos excelente fonte de energia, contêm proteínas e são ricos em fibras e minerais, como fósforo e potássio. Destacam-se ainda por apresentar vitaminas do complexo B. Alguns estudos apontam que o inhame é um alimento com diversas propriedades funcionais, podendo agir como antioxidante, anti-inflamatório, regulador hormonal e estimulante do sistema imunológico.

Mandioca: excelente fonte de carboidratos, rica em amido, portanto um alimento altamente energético, contendo ainda razoáveis quantidades de vitaminas do complexo B, cálcio, magnésio e fósforo. É usada como farinha, polvilho e tapioca, além de marcar presença em algumas preparações como baião de dois.

Mandioquinha: Contém carboidratos. Apresenta alto teor de vitaminas do complexo B e vitamina C, o que auxilia no fortalecimento do sistema imune. Na culinária, tem grande versatilidade, podendo ser assada ou cozida e, ainda, utilizada em preparações como bolos, pães, caldos, entre outros.

Alface:  É uma das verduras mais consumidas em todo o mundo com variedade de cores e texturas. Dentre os nutrientes mais abundantes neste vegetal, encontram-se o potássio, cálcio, fósforo e vitaminas do complexo B.

Chicória: rica em antioxidantes, que combatem o envelhecimento precoce, a chicória ainda é rica em vitamina K e minerais como o zinco, que auxiliam no sistema imune.

Espinafre: verdura rica em minerais como ferro, fósforo e cálcio e em vitamina A, além de apresentar algumas vitaminas do complexo B e uma grande quantidade de fibras, que são responsáveis por melhorar o trânsito intestinal. Recomendado para idosos.

Repolho: Utilizado em saladas, refogados e assados. Rico em vitaminas no complexo B, vitaminas A e C, que auxiliam na saúde da visão e do sistema imune, respectivamente, além de ser fonte abundante de fibras, que ajudam no bom funcionamento intestinal.

Abóbora: é rica em betacaroteno, um precursor da vitamina A, importante antioxidante, que tem como função neutralizar radicais livres, prevenir doenças cardíacas e reforçar o sistema imunológico. Suas sementes são boas fontes de fibras; proteínas; vitaminas do complexo B; magnésio, que regula as contrações musculares; e ômega 3 e 9, ácidos graxos monoinsaturados, que ajudam a controlar os níveis de colesterol no sangue e previnem doenças cardiovasculares.

Chuchu: Rico em água, ajuda na reposição de líquidos corporais, além de conter minerais como cálcio, que favorece a saúde dos ossos e dentes, e ferro, que atua no combate à anemia ferropriva. (Com dados da Secretariia de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo)

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