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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Guedes sobre medidas contra a COVID-19: 'maior rede de proteção social que já foi estendida'

Ministro da Economia afirmou que o coronavírus obrigou o governo a mudar trajetória na área econômica: 'Estávamos concentrados nas reformas estruturantes, retomando o crescimento, e fomos atingidos pelo vírus'


postado em 31/03/2020 19:26 / atualizado em 31/03/2020 19:40

(foto: Reprodução/TV Brasil)
(foto: Reprodução/TV Brasil)
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que as ações da pasta no enfrentamento aos efeitos negativos do coronavírus miram em proteger a saúde das pessoas e em ampliar a proteção social. “É a maior rede de proteção social que já foi estendida. A instrução do presidente foi bem clara: de não deixar nenhum brasileiro pra trás”, disse o ministro em coletiva de imprensa nesta terça-feira (31).

O ministro calcula cerca de R$ 750 bilhões anunciados em medidas emergenciais, entre concessão de crédito, amplificação de benefícios sociais e prorrogação no recolhimento de impostos. Segundo ele, esse valor representa 2,6% do PIB.

Paulo Guedes afirmou que o coronavírus obrigou o governo a mudar a trajetória que vinha sendo adotada na área econômica. “Estávamos concentrados nas reformas estruturantes, retomando o crescimento, e fomos atingidos pelo vírus”, analisou.

Uma das medidas de enfrentamento econômico ao coroanavírus que o ministro citou foi o pagamento de R$ 600 para os trabalhadores informais e os cadastrados no Bolsa Família. A proposta inicial do governo era de R$ 200, e o valor foi aumentado pelo Congresso. A medida ainda precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Guedes disse que esse dinheiro é importante para garantir a saúde dos trabalhadores. “Os informais, os ambulantes, faxineiros, nunca precisaram do governo e de repente são atingidos por esse meteoro e lançadas praticamente sem recursos nos próximos três meses”, afirmou.

Outra medida defendida por Guedes foi o repasse de R$ 88 bilhões para estados e municípios, para serem, segundo ele, usados na saúde. Segundo o ministro, a crise mostrou que a proposta do governo referente ao Pacto Federativo estava correta. “É o espírito de mais Brasil, menos Brasília. Esses recursos já podiam estar na ponta”, declarou.

Guedes citou outras decisões, como a redução pelo Banco Central do compulsório – a parte do dinheiro captado pelos bancos que precisa ser depositado no BC. Além disso, relembrou o empréstimo de R$ 40 bilhões para o pagamento de salários de pequenas e médias empresas.

O ministro da economia também afirmou que a pasta está trabalhando em cooperação com os demais ministérios durante a crise. Guedes disse que seu ministério colaborou com o da Saúde, de Luiz Henrique Mandetta, ao bloquear a exportação e estimular a importação de recursos hospitalares. Além disso, o ministro comentou que está trabalhando para garantir o abastecimento de alimentos ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. 
 
* Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa 


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