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Estado de Minas

Retomada das atividades na China e incertezas no resto do mundo

Enquanto a Starbucks reabre lojas fechadas no país asiático, Facebook e Microsoft cancelam participação em eventos por temor ao surto da epidemia


postado em 28/02/2020 04:00 / atualizado em 28/02/2020 08:36

Usando máscaras, moradores de Pequim passam em frente a uma loja da Starbucks (foto: NOEL CELIS/AFP)
Usando máscaras, moradores de Pequim passam em frente a uma loja da Starbucks (foto: NOEL CELIS/AFP)
A Starbucks reabriu centenas de lojas na China que tinham sido fechadas em função do surto de coronavírus, informou a empresa. Segundo o presidente-executivo, Kevin Johnson, 85% das lojas da empresa voltaram a operar depois que as condições no país asiático melhoraram.Com o avanço da epidemia no mês passado, a Starbucks havia fechado mais da metade das suas 4.292 lojas na China, um dos maiores níveis para uma rede de restaurantes sediada nos Estados Unidos.

Já as gigantes de tecnologia Microsoft e Facebook cancelaram planos de participar em importantes eventos do setor nos próximos meses. Com isso, elas se somam a uma crescente lista de companhias que restringem viagens de funcionários em resposta ao surto de coronavírus.

O Facebook informou ontem, que não realizará sua conferência anual de desenvolvedores em maio em San Jose, na Califórnia.No ano passado, mais de 5 mil pessoas foram ao evento. A empresa planeja substituir a conferência por eventos locais, videoconferências e conteúdo transmitido por streaming.Anteriormente, o Facebook havia desistido de participar em uma conferência anual de desenvolvedores da indústria de videogames conhecida como GDC, prevista para meados de março.

Já a Microsoft, por sua vez, afirmou nesta quinta-feira que não mais participará da GDC, também citando a cautela global no setor de saúde. No ano passado, o evento teve 29 mil participantes, segundo a organizadora Informa PLC.Outras empresas, como Sony, Electronic Arts e Unity Technologies, também informaram que não participarão do GDC neste ano.
 
 
Gigante de tecnologia limita viagens de funcionários a eventos em regiões de surto(foto: KENZO TRIBOUILLARD/AFP)
Gigante de tecnologia limita viagens de funcionários a eventos em regiões de surto (foto: KENZO TRIBOUILLARD/AFP)
 

GOLPE 


Anteontem, o Facebook anunciou que vai banir anúncios de supostos antídotos ou curas do coronavírus em sua rede social. Em meio à histeria por conta da epidemia do vírus, muitos golpistas têm aproveitado para enganar pessoas pela internet, vendendo falsas soluções. "O banimento inclui alegações relacionadas a curas falsas ou métodos de prevenção – como 'beber alvejante cura o coronavírus' –, e demais informações que possam causar confusão sobre os recursos de saúde disponíveis", disse ontem Kang-Xing Jin, chefe da área de saúde do Facebook.

"Também vamos bloquear ou restringir as hashtags usadas para espalhar informações errôneas no Instagram, e iremos realizar varreduras diárias para encontrar e remover o máximo possível desse conteúdo", informou Kang-Xing. Vale acrescentar que recentemente, um anúncio falando que "óleo de cobra cura o Covid-19 ", viralizou pelas plataformas da empresa.

Dentre outras medidas, o Facebook afirmou que quando os usuários buscarem informações relacionadas ao vírus, a rede social exibirá caixas "pop-up educacionais", com informações que sejam verificadas e de confiança. Além disso, o grupo também está dando créditos de publicidade gratuitos para as organizações que postarem anúncios educacionais sobre o coronavírus. Vale destacar que nas últimas semanas, Twitter e TikTok também adotaram medidas para limitar a disseminação de informações errôneas sobre o coronavírus em suas plataformas.



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