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Estado de Minas ECONOMIA

BC vê continuidade de fluxo de investimento no País 'robusto e significativo'


postado em 25/11/2019 13:17

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, avaliou nesta segunda-feira, 25, que, apesar da entrada de US$ 6,815 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) em outubro ter ficado pouco abaixo da estimativa do BC, de ingressos de US$ 7,20 bilhões, ainda há uma continuidade de fluxo "robusto e significativo" nessa rubrica.

Segundo ele, a entrada de IDP em novembro, até dia 21, é de US$ 6,1 bilhões.

Com isso, a projeção do BC para os ingressos desses investimentos no mês é de US$ 7 bilhões.

Fluxos de títulos mais voláteis

Rocha explicou que o saldo de entrada de estrangeiros em renda fixa tem sido menor em 2019 devido à redução na taxa Selic neste ano. De janeiro a outubro, o saldo em renda fixa ficou positivo em US$ 1,807 bilhão, enquanto a estimativa do BC era de entradas de US$ 12,0 bilhões nessas operações.

"Os fluxos em títulos negociados no País são mais voláteis, alternam entradas e saídas. Além disso, o diferencial entre juros internos e externos diminuiu no atual ciclo monetário. Temos Bolsa em níveis recordes, e volatilidade em investimentos de títulos", avaliou o representante do BC.

Corroborando essa explicação, em novembro, até o dia 21, há uma entrada líquida de US$ 645 milhões em ações e fundos, enquanto há uma saída líquida de US$ 740 milhões em renda fixa.

Fluxo cambial

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central informou que o fluxo cambial total no País está negativo em US$ 445 milhões em novembro até o dia 21. A cifra é resultado de um fluxo comercial positivo de US$ 1,801 bilhão e de um fluxo financeiro negativo de US$ 2,247 bilhões no mesmo período.

Na conta comercial, ocorreram em novembro até o dia 21 importações de US$ 8,114 bilhões e exportações de US$ 9,915 bilhões. Dentro das exportações foram US$ 1,662 bilhão de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 2,634 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 5,618 bilhões em demais operações. Dentro da conta financeira, ocorreram no período entradas de US$ 29,380 bilhões e saídas de US$ 31,627 bilhões.

Com o movimento verificado em novembro até o dia 21, a posição dos bancos no mercado à vista passou de vendida em US$ 23,650 bilhões no fim de outubro para vendida em US$ 22,850 bilhões agora.

"As operações que afetam a posição de câmbio dos bancos são as operações com clientes e as operações de câmbio do Banco Central. Houve ainda outro fenômeno, como operações canceladas. Por isso, mesmo o mercado de câmbio negativo reduziu a posição vendida dos bancos", explicou Rocha.

Taxa de rolagem

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central detalhou que a taxa de rolagem total de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior em novembro, até o dia 21, é de 31%. Na parcial deste mês, a taxa de rolagem para títulos de longo prazo está em 5%, enquanto a taxa de rolagem para empréstimos diretos está em 40%.

A taxa de rolagem total ficou em 95% em outubro. O resultado ficou acima do verificado em outubro do ano passado, quando a taxa havia sido de 78%.

De acordo com os números apresentados nesta segunda-feira pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo ficou em 194% em outubro. Em igual mês de 2018, havia sido de 10%. Já os empréstimos diretos atingiram 82% no mês passado, ante 99% de outubro do ano anterior.


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