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Estado de Minas

Brasil ganha 42 mil novos milionários em 2019


postado em 22/10/2019 04:00 / atualizado em 21/10/2019 21:31


Outro termômetro que está associado à melhora do humor da economia é a expansão do número de milionários. Uma pesquisa do Credit Suisse mostra que o total de ultrarricos, aqueles com mais de US$ 50 milhões, subiu em 860 no país. Alta só foi menor que a vista nos EUA, com aumento de 4,2 mil.
 
Entre 2018 e 2019, o Brasil ganhou 42 mil novos milionários, segundo a décima edição do Global Wealth Report, feita pelo Credit Suisse Research Institute. E esse número deve continuar aumentando. A projeção é de um avanço de 23% no número de milionários até 2024, dos atuais 259 mil para 319 mil. Em 2010, o país tinha apenas 36 mil deles. É considerado milionário aquele com ativos avaliados em mais de US$ 1 milhão, ou algo como R$ 4,1 milhões. Imóvel principal não conta.
 
Segundo o Credit Suisse, a riqueza global teve uma alta discreta, de 2,6%, no ano passado, totalizando US$ 360 trilhões. Já riqueza por adulto atingiu novo recorde de US$ 70.850, ficando 1,2% acima do nível observado em meados de 2018. As principais contribuições para o crescimento da riqueza global vieram dos EUA (US$ 3,8 trilhões), China (US$ 1,9 trilhão) e Europa (US$ 1,1 trilhão). A valorização dos ativos não financeiros foi o principal motor para o aumento da riqueza.
 

CONCENTRAÇÃO
Segundo o estudo, mais da metade dos adultos do mundo, 2,9 bilhões de pessoas, tem riqueza inferior a US$ 10 mil, enquanto cerca de 1% dos milionários concentram 44% de toda a renda global. Ainda assim, o Credit Suisse aponta que tendência de concentração de renda teve breve redução, depois do pico registrado em 2016.
No Brasil, a estimativa é que o 1% mais rico da população detém 49% de toda a riqueza familiar do país. Já a proporção de brasileiros com riqueza inferior a US$ 10 mil é maior do que a observada no mundo todo, com 70%, ante 57%.


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