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Estado de Minas

Dia das Crianças em BH terá mais presentes que ano passado, mas com valor menor

Pesquisa mostra aumento no índice de quem disse que vai presentear na data, mas maior parte não desembolsará mais que R$ 100


postado em 03/10/2019 17:06 / atualizado em 03/10/2019 17:33

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Os consumidores de Belo Horizonte estão mais dispostos a gastar com o presente do Dia das Crianças este ano. Porém, se a intenção está maior, o valor usado para fazer o agrado aos pequenos e pequenas não está na mesma direção.

Segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), 43,4% dos entrevistados vão presentear, ante 42,7% em 2018. Foram ouvidas 395 pessoas entre os dias 16 a 20 setembro. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos.


Apesar de o volume ter aumentado, a maior parte dos consumidores, 48,8%, não têm intenção de presentear e outros 7,7% não souberam ou não opinaram. Entre os que não darão presentes, 40,1% afirmaram que o motivo é não ter a quem homenagear.

Outros 25,5% não têm costume desse gesto. Há ainda os que estão desempregados (7,3%), comemoram de outra maneira (2,6%), está mais cauteloso (1,6%) ou endividado (1%). Não sabem ou não responderam totalizam 4,7%.


O levantamento da Fecomercio mostra ainda que a maior parte dos consumidores, 35,7%, vai gastar entre R$ 50 e R$ 100. Outros 14,6% farão gastos menores de até R$ 50. Dessa forma, para a maior parte dos consumidores, 50,3%, a lembrança pelo dia não ultrapassará R$ 100.

Há ainda outros 22,8% que deverão gastar de R$100 a R$200; e apenas 14,6% mais de R$200. O pagamento à vista, no dinheiro, é a modalidade apontada como preferida por quem mora na capital mineira e deve presentear alguém na data.


De acordo com o economista-chefe da Fecomércio, Guilherme Almeida, o cenário verificado pela pesquisa não traz surpresa e segue a tendência de sensível melhora já verificado em outras datas. Para ele, o quadro atual mostra uma melhora em indicadores como inflação, taxa de juros, melhora na taxa de desemprego o resulta na intenção maior de comprar.

Contudo, o fato de o valor disponibilizado para a compra estar menor reflete o ambiente de incerteza. “O orçamento mais enxuto está relacionado com o cenário de desemprego ainda estar elevado, apesar da redução. Com isso, o orçamento dessas pessoas, apesar de estar mais favorável, ainda está apertado e inserido neste ambiente de incerteza”, analisa.


A pesquisa mostra ainda que as lojas de bairro (36,2%), do hipercentro (28,9%) e de shopping (24,3%) serão, nessa ordem, os locais mais procurados para aquisições do período. A internet (5,3%) e os shoppings populares (5,3%) aparecem em seguida. Quanto aos produtos, os itens mais buscados serão os tradicionais brinquedos (79,4%), itens de vestuário (21,2%), calçados (3,5%), livros (1,2%) e jogos eletrônicos (1,2%).

Otimismo do empresariado

 


Se por um lado os consumidores estão mais cautelosos, os empresários do comércio estão mais otimistas. Isso porque para 60% dos entrevistados as vendas serão melhores que as apuradas em 2018. Além disso, 47,5% das empresas consideram que a data gera impacto positivo. Além disso, ao todo, 42,6% responderam que vão impulsionar ações de propaganda e campanhas e 28,4% apostarão em promoções e liquidações.

Ainda de acordo com economista-chefe da Fecomércio, o segundo semestre tende a ser melhor que o primeiro, principalmente, por causa das datas como Natal, Dia das Crianças e a black friday. Neste ano, ainda tem um fator a mais.

 “Comparando os semestres, o segundo costuma ser melhor, pois tem a injeção do 13º salário, que, geralmente, tem uma parte direcionada ao consumo. E neste ano ainda tem a liberação de parte dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) o que acaba estimulando ainda mais”, afirmou.



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