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Estado de Minas ECONOMIA

Saque do FGTS terá impacto mais importante na renda de Norte e Nordeste


postado em 21/08/2019 17:46

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia divulgou um estudo mostrando que a liberação dos saques de até R$ 500 por conta ativa e inativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) terá impacto mais importante no aumento da renda familiar dos habitantes das regiões Norte e Nordeste.

"A medida tem efeitos positivos e relevantes para as famílias dessas regiões, principalmente para aquelas que possuem maior restrição orçamentária, o que dificulta a compra mensal de itens da cesta básica e o pagamento de dívidas em atraso", considera a nota técnica da SPE.

De acordo com o documento, os saques médios a serem liberados representam 21,5% da renda habitual média da região Nordeste, e 20,1% da renda habitual média do Norte. No Sudeste, onde vive a maior parte dos beneficiários dos saques, o valor a ser liberado corresponde a 18,5% da renda habitual média dos trabalhadores.

O estudo cita ainda dados do SPC Brasil que mostram que 44% das pessoas com dívidas no Nordeste têm débitos de até R$ 500, enquanto na região Norte esse porcentual é de 42%.

"O valor liberado para o Saque Imediato possibilitará que uma parcela significativa de pessoas físicas dessas regiões quite seus débitos, limpando o nome junto a instituições financeiras, e evitando desta maneira a contratação de dívidas, que serão reajustadas a valores de mercado, o que poderá aumentar significativamente o valor futuro deste montante", avalia a SPE.

Por outro lado, considerando o volume bruto liberado do FGTS como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) de cada região, os saques terão mais relevância para o Sudeste, chegando ao equivalente a 0,64% do valor dos bens e serviços produzidos nesses Estados. Nas regiões Sul e Nordeste, essa proporção ficará em 0,56%.

"Analisando-se esse porcentual desagregado para os Estados, é possível observar que ele é particularmente elevado para São Paulo (0,70%), Goiás (0,60%), Ceará (0,59%) e Alagoas (0,59%)", destaca a SPE.


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