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Estado de Minas ECONOMIA

Com leilão, Roraima tende a ganhar suficiência em energia em 2021


postado em 31/05/2019 14:47

Com a oferta de energia contratada hoje para atender Boa Vista e localidades conectadas, o parque local deve ser suficiente para atender quase toda a demanda, segundo projeções do Ministério de Minas e Energia, tornando desnecessária a energia da Venezuela. Ainda assim, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, não descartou a possibilidade de voltar a contar com a energia da Venezuela para garantir a segurança energética de Roraima no futuro, a depender da saída do país vizinho da crise que enfrenta. "Se forem restabelecidas as condições da Venezuela, ótimo, o operador (Nacional do Sistema Elétrico) vai ter mais uma opção para garantir a segurança energética do Estado de Roraima", disse, sem entrar em detalhes sobre a efetiva possibilidade de um futuro acordo, que outros representantes do governo consideram pouco provável.

Em março deste ano, a Venezuela interrompeu a exportação de energia para o País, obrigando o Estado a aumentar seu parque termelétrico a diesel para atender a 100% da demanda. Ainda assim, permanece a linha de transmissão que conecta os dois pontos.

Nesta sexta o governo realizou um leilão que resultou na contratação de 263,5 MW médios, com início de suprimento previsto para 2021. De acordo com o secretário de Energia Elétrica, Ricardo Cyrino, a previsão até lá é de que haja uma demanda de 293 MW. "Seria suficiente para atender toda ou quase toda a carga, na medida em que tenha crescimento de demanda", disse, explicando que a demanda máxima esperada hoje é de 240 MW. Ele lembrou que para o período, também está prevista a entrada em operação da linha de transmissão entre Manaus e Boa Vista, conectando, assim, o Estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

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