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Estado de Minas

Apple perde a hegemonia na área de inovação

Depois de 13 anos na liderança, a empresa, fundada por Steve Jobs, deixa o posto de mais inovadora do mundo, segundo estudo


postado em 17/04/2019 06:00 / atualizado em 17/04/2019 09:43

(foto: Wikipedia/Divulgação)
(foto: Wikipedia/Divulgação)

São Paulo – Se estivesse vivo, Steve Jobs (1955-2011) muito provavelmente estaria hoje reestruturando suas equipes de pesquisa e desenvolvimento mundo afora. Isso porque a empresa que fundou, a Apple, pela primeira vez em 13 anos, perdeu para o Google e a Amazon o título de empresa mais inovadora do mundo, segundo a consultoria BCG, que analisou as 50 empresas que mais investem em inovação no planeta.

O estudo deste ano constatou que empresas de outros segmentos – fora da tecnologia – estão, cada vez mais, tentando se tornar mais inovadoras e tecnológicas, como a fabricante alemã de artigos esportivos Adidas e a rede de fast food McDonald’s. Todas elas, cada uma a seu modo, estão incorporando inteligência artificial e machine learning em seus sistemas de vendas e produtos.

Nas 10 primeiras posições se destacam a plataforma de streaming Netflix, a montadora de carros elétricos Tesla e a rede social Facebook. “As estratégias equivocadas da Apple nos últimos anos, como a insistência em não lançar novas tecnologias no mesmo ritmo das rivais, levou a companhia a um ambiente de estagnação criativa”, afirmou o consultor de tecnologia da TKS, Eric Herbert.

A notícia de que a Apple desceu para a terceira colocação no ranking caiu como uma bomba no setor de tecnologia. Após a retomada dos Macs, no fim dos anos 1990, e da criação dos iPods e dos iPhones na década seguinte, a Apple se tornou sinônimo de inovação no setor tecnológico. No entanto, após a morte de Steve Jobs, a companhia tem apresentado maior dificuldade em acompanhar as rápidas transformações do setor.

Tanto é que o ranking anual da revista Fast Company, que seleciona as “50 Empresas Mais Inovadoras do Mundo”, e divulgado em fevereiro, já sinalizava isso. Depois de ocupar a primeira posição, em 2017, graças ao lançamento do Face ID com o iPhone X, despencou para a 17ª posição no ano seguinte, apesar do seu superprocessador A12 Bionic, capaz de entregar desempenho superior, com mais velocidade e menor consumo de energia. Mas isso não foi o suficiente para bater os concorrentes.

ENTREGA Segundo a Fast Company, as duas companhias mais inovadoras do ano passado foram asiáticas. A líder da temporada é a Meituan Dianping, plataforma chinesa que agiliza a reserva e a entrega de serviços de alimentação, hotelaria e cinema, entre outros. Ela gerou nada menos do que 27,7 bilhões de transações – o equivalente a US$ 33,8 bilhões – para 350 milhões de pessoas, em 2,8 mil cidades.

A segunda posição ficou com a Grab, de Cingapura, que forçou a saída do Uber, adquirindo suas operações locais. Ela expandiu o aplicativo para oferecer entregas de alimentos, reservas de viagens e serviços financeiros, entre outros. Atualmente, conta com 130 milhões de usuários ativos e gerou mais de US$ 1 bilhão em receita em 2018.

Entre os cinco primeiros colocados ficaram a NBA, que melhorou a transmissão de jogos em streaming e implementou sua liga de eSports com o game NBA 2K League; a Walt Disney Company, que remodelou seus serviços para entrar no mercado atualmente dominado pela Netflix; e a Stitch Fix, startup de moda que entrega caixas de roupas femininas, a partir de uma curadoria que mistura opinião humana e algoritmos.

Para compor a lista, os editores e escritores da Fast Company procuraram empresas inovadoras em 35 setores e em todas as regiões do mundo, incluindo indicações por meio de um processo de inscrição. No total, foram avaliadas 410 organizações.]


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