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Estado de Minas ECONOMIA

Sites de notícias são fonte mais confiável na web


postado em 30/11/2018 08:13

Em meio ao debate sobre compartilhamento de notícias falsas durante a campanha eleitoral, uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência mostrou que, na hora de buscar informações confiáveis, 66% dos brasileiros dizem que os sites de notícias são as fontes mais seguras da internet. O estudo relevou, em contrapartida, que apenas 5% dos entrevistados dizem confiar no conteúdo que recebem via Facebook. Quando a informação chega pelo WhatsApp, o índice cai para 4%.

"O resultado dessa pesquisa mostra, com muita clareza, a força da boa informação jornalística. É especialmente relevante essa divulgação após a eleição. Isso mostra que o jornalismo de qualidade, profissional, está nos sites dos jornais", disse Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

O levantamento, feito entre os dias 18 e 22 de outubro, durante a campanha eleitoral para o segundo turno, indicou ainda que, para verificar conteúdos, 47% dos entrevistados afirmaram sempre checar a veracidade das notícias. Quarenta e dois por cento disseram que às vezes fazem isso e 11% declararam nunca ou quase nunca verificar conteúdos. A identificação da fonte da notícia é vista como a maior arma contra as "fake news": a prática foi citada por 58% dos entrevistados.

Ainda segundo a pesquisa do Ibope Inteligência, 80% dos entrevistados disseram ter lido "fake news" no Facebook (80%) e no WhatsApp (75%). O instituto também apontou que 90% dos usuários de internet do País disseram ter sido impactados por notícias falsas. Entre esses conteúdos, 76% tinham informações enganosas e falsas, 57% eram notícias antigas utilizadas como recentes e 45% continham manipulações, disseram os entrevistados.

Para Pedreira, da ANJ, o levantamento do Ibope Inteligência mostra que, em um mundo cheio de informações falsas e desencontradas, o porto seguro da credibilidade da informação - mesmo aquela compartilhada em redes sociais - está nos sites jornalísticos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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