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Estado de Minas ECONOMIA

Trump ameaça cortar subsídios da GM


postado em 28/11/2018 08:10

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a Casa Branca avalia cortar subsídios para a General Motors após a maior fabricante de veículos do país anunciar que fechará cinco fábricas na América do Norte (quatro nos EUA e uma no Canadá) e que demitirá cerca de 15 mil funcionários.

Trump também criticou a GM por não fechar unidades no México e na China. "Os EUA salvaram a General Motors, e esse é o obrigado que recebemos! Nós estamos agora considerando cortar todos dos subsídios da GM, incluindo para carros elétricos", disse Trump no Twitter.
Os carros elétricos da GM são elegíveis a um crédito fiscal de US$ 7,5 mil em lei federal que incentiva esse tipo de produto, mas não está claro como o governo pode restringir os créditos.

Em nota, a GM informou que está "comprometida em manter uma forte presença manufatureira" nos EUA depois de ter investido US$ 22 bilhões em suas operações desde 2009. Disse ainda que irá adicionar novos empregos em eletrificação e veículos autônomos.
Os cortes previstos, disse a montadora, "posicionarão a empresa para o sucesso no longo prazo e manterá e aumentará os empregos nos EUA". Segundo a GM, muitos trabalhadores em fábricas que serão impactadas poderão ser transferidos para outras unidades do grupo.

Na segunda-feira, 26, a GM anunciou que deixará de produzir vários modelos cujas vendas estão em queda, entre os quais Cruze, Impala, Buick La Crosse, Cadillac CTG e o híbrido plug-in Volt. Paralelamente, vai focar a produção em utilitários-esportivos (SUVs), além de carros elétricos e autônomos.

Também informou que outras duas fábricas serão fechadas até o fim e 2019 em outras regiões, mão não citou quais.

Repúdio

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a central CSP-Conlutas, à qual é filiado, divulgaram nesta terça-feira, 28, nota de repúdio aos planos da GM. Segundo a nota, a empresa está em situação financeira saudável e, ainda assim, planeja cortar 15% de sua mão de obra.

"Esta é uma medida inaceitável e que merece resposta das organizações sindicais e dos trabalhadores de todas as unidades da montadora. A reação tem de vir em forma de luta e solidariedade internacional em defesa do emprego e contra o fechamento de fábricas" disse a nota.

As entidades pedem ainda que a empresa anuncie com urgência quais serão os países (além de EUA e Canadá) a serem afetados pela reestruturação. A fábrica de São José dos Campos é a única das cinco no País que não foi contemplada no último plano de investimentos da marca, de R$ 13 bilhões, que se encerra em 2019. A GM Mercosul deve anunciar novo plano em breve.Com informações da Reuters. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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