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Estado de Minas

Quem são e o que pensam os próximos presidentes do BB e da Caixa

A definição do comando do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal repercutiu bem entre os investidores


postado em 23/11/2018 10:32

Futuro presidente do BB, Rubem Novaes disse que a intenção é se desfazer de braços da instituição financeira (foto: Ed Alves/CB/D.A Press )
Futuro presidente do BB, Rubem Novaes disse que a intenção é se desfazer de braços da instituição financeira (foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

Com aval para criar o próprio time, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, preenche os principais cargos da área econômica do próximo governo. A definição do comando do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal — as duas maiores instituições financeiras públicas do país — repercutiu bem entre os investidores. Respectivamente, os economistas Rubem Novaes e Pedro Guimarães serão os responsáveis por enxugar as estruturas das estatais, atendendo aos interesses de Guedes, “guru” do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

O futuro ministro da Economia busca diminuir o gasto público, trabalhando com metas ousadas para o deficit fiscal e a venda de estatais. Com a eventual aprovação das reformas, em especial da Previdência, ele quer reverter, em um ano, o rombo nas contas do governo federal. Segundo analistas, a tarefa é quase impossível, mas anima o mercado pelo esforço de fazer “o máximo possível”. O discurso de forte austeridade fiscal não agrada a todos os parlamentares da base, o que pode ser um empecilho para Guedes.

Confirmado como presidente do Banco do Brasil, o economista Rubem Novaes disse, após reuniões no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) — onde ocorrem as reuniões do grupo de transição —, que a intenção é privatizar braços da instituição financeira. “A orientação é eficiência, enxugamento e privatizar o que for possível”, declarou o novo gestor. Ele disse, porém, que precisará de mais tempo para conhecer melhor os detalhes do banco. “Até agora, não há uma decisão de privatizar o banco, apenas algumas áreas.”

Novaes se reuniu com vários técnicos no CCBB, entre eles, os principais indicados para os cargos, como Pedro Guimarães, que assumirá a Caixa, e Roberto Castello Branco, futuro presidente da Petrobras. O gestor nomeado para a petroleira também ressaltou que vai defender os interesses de Guedes na maior estatal do país. Apesar de não definir o futuro da política de preços dos combustíveis nas refinarias, ele criticou as políticas de controle do governo federal, adotadas no passado — principalmente durante o governo Dilma Rousseff.

Composição


O economista-chefe da Austing Rating, Alex Agostini, disse que a principal avaliação é de que as nomeações da equipe econômica são positivas, mas que o perfil alinhado não basta. “Os nomes agradam o mercado e atendem os anseios de Paulo Guedes para a eficiência e a melhoria de gestão, deixando os órgãos mais técnicos. Esse alinhamento é importante, mas teremos que ver o desempenho do governo para a concretização de reformas, de negociações, que envolve tanto o Executivo, quanto o Legislativo e as bancadas”, destacou o analista.

Além de Guedes, sete nomes já foram confirmados no time econômico. Ontem, o ministro também anunciou Carlos Von Doellinger como o próximo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Duas secretarias para o Ministério da Economia ainda estão indefinidas: de Privatizações e de Indústria, Comércio e Serviços.

O comando da primeira pode ser ocupado por Wilson Piot, que foi um dos responsáveis pela criação da pasta de Desestatização da prefeitura de João Doria. Para a outra secretaria, o economista Carlos Alexandre da Costa é dado como certo, segundo interlocutores da equipe de transição. Guedes deve formalizar o nome dele nos próximos dias.

O economista José Márcio Camargo também participou, ontem, das reuniões que definiram os nomes de Guimarães e de Novaes na Caixa e no Banco do Brasil. De acordo com ele, Guedes o chamou para tratar as “estratégias” do futuro econômico, abordando desde as reformas às privatizações. Ele negou que foi tratar sobre possíveis cargos. O economista também integrou a campanha do candidato do MDB ao Planalto, Henrique Meirelles.

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