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Estado de Minas

Poupar e pagar dívidas serão as prioridades para o 13º

Mais de quatro a cada 10 brasileiros pretendem guardar a remuneração extra de fim de ano, enquanto 23% vão gastar com presentes de Natal. Despesas com impostos também preocupa


postado em 22/11/2018 06:00 / atualizado em 22/11/2018 09:48

O destino do 13º de 27% dos brasileiros deve ser reserva ou aplicação financeira, enquanto 13% pagarão contas atrasadas de água e luz(foto: Emmanuel Pinheiro/EM/D.A Press 23/2/06)
O destino do 13º de 27% dos brasileiros deve ser reserva ou aplicação financeira, enquanto 13% pagarão contas atrasadas de água e luz (foto: Emmanuel Pinheiro/EM/D.A Press 23/2/06)

Em lugar de comprar presentes de Natal, pagar dívidas e fazer uma sonhada poupança. São esses os dois principais objetivos da maioria dos brasileiros que vão receber o 13º salário, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Mais de quatro a cada 10 trabalhadores estão decididos a dar esses usos ao dinheiro extra tradicionalmente pago no fim de ano.


O estudo mostrou que 27% dos brasileiros ouvidos no levantamento de intenções relacionadas com a remuneração extraordinária pretendem poupar ou investir o valor a receber, enquanto 17% querem o dinheiro para quitar dívidas em atraso. Outros 23%, que receberão o 13º salário vão usar parte do dinheiro para comprar presentes de Natal.


A pesquisa, feita nas 27 capitais do país com 761 pessoas, revelou que 16% vão gastar o 13°salário durante as festividades de Natal e Ano Novo e 13% estão dispostos a pagar despesas essenciais de casa, como contas de água e luz. Para 11%, a alternativa é a destinação do recurso para o pagamento de tributos e impostos típicos de início de ano, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), por exemplo.


O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, recomenda que antes de decidir o que fazer com o dinheiro do 13º, o ideal é que o consumidor analise sua situação financeira e estabeleça prioridades. “O dinheiro deveria ser, primeiramente, pensado para pagar dívidas atrasadas, empréstimos ou para investir. Se o consumidor tem apenas uma dívida em aberto, é mais fácil resolver o problema. Caso exista mais de uma, o ideal é escolher aquela que está atrasada ou optar pela que tem o valor com juros mais altos como, por exemplo, cheque especial e cartão de crédito”, afirma Vignoli.

Despesas típicas


Outra recomendação de Vignoli, é considerar os gastos típicos do começo do ano, como o pagamento de impostos, a exemplo do IPTU, as mensalidades escolares e o IPVA, por exemplo. “Assim como a quitação de dívidas atrasadas, a formação de uma reserva para saldar compromissos típicos de início de ano também deve ser prioridade do consumidor. Todos os anos elas aparecem, mas muitos só deixam para pensar nessas despesas quando elas chegam”, alerta Vignoli.


Ainda de acordo com o estudo da CNDL e SPC, 44% dos entrevistados pretendem fazer bicos, em busca de  renda adicional, para comprar mais presentes de Natal, principalmente os mais jovens (54%) e as pessoas das classes C, D e E (51%). “Muitos consumidores costumam recorrer aos trabalhos informais e temporários para comprar presentes melhores ou em maior quantidade”, diz o educador financeiro.


Quem optar pela compra de presentes, ainda segundo Vignolli, deve ficar atento para não dividir o pagamento das compras em muitas parcelas, o que sobrecarregaria o orçamento do início de ano. Por fim, lembra a importância da pesquisa de preços, para que o consumidor obtenha bons descontos e condições vantajosas.

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