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Estado de Minas

MERCADO S/A

Outro ponto a ser atacado pelo novo presidente diz respeito à ineficiência do setor público, que afeta a produtividade das empresas e compromete a distribuição de renda no país


postado em 30/10/2018 06:00 / atualizado em 30/10/2018 08:52



Bolsonaro 1: As prioridades na economia
Qual será o maior desafio econômico do presidente eleito, Jair Bolsonaro? Os especialistas são unânimes em afirmar que o ajuste das contas públicas deve ser a prioridade número um do governo. Nesse contexto, a reforma da Previdência é essencial para interromper o crescimento da dívida pública. Segundo o economista Alexandre Schwartsman, o ideal seria igualar os regimes previdenciários dos trabalhadores da iniciativa privada e dos funcionários públicos, eliminando os privilégios existentes para diversas categorias. Para não pegar de surpresa quem está perto de se aposentar, Schwartsman defende que seja adotada uma regra de transição. Outro ponto importante da agenda da produtividade é a abertura comercial, que deveria ser estimulada com novos acordos com diferentes países e blocos econômicos. Economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale acredita que, aliada ao ajuste fiscal e à reforma tributária, a abertura comercial ajudaria o Brasil a colocar a dívida pública em uma trajetória de queda.

Bolsonaro 2: A importância de reduzir os juros dos bancos
O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, diz que diminuir o spread bancário (a diferença entre o custo de captação e o que é efetivamente cobrado do cliente final) é outro desafio urgente do futuro governo Bolsonaro. Para reduzir o spread, Vale diz que é preciso seguir a agenda microeconômica colocada em pauta pela administração Temer, dando sequência à votação do Cadastro Positivo, em trâmite no Congresso. Só assim os bancos poderão emprestar a juros mais baixos.

Bolsonaro 3: A hora da reforma tributária
O Brasil não irá melhorar o ambiente de negócios enquanto não realizar a reforma do sistema tributário. Diretor do Centro de Cidadania Fiscal e referência no tema, Bernard Appy (foto) defende a substituição de cinco impostos que incidem sobre bens e serviços (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um único tributo, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Segundo Appy, a iniciativa diminuirá o tempo e os recursos que as empresas gastam para pagar impostos.

Bolsonaro 4: O desafio de melhorar a eficiência do setor público
Outro ponto a ser atacado pelo novo presidente diz respeito à ineficiência do setor público, que afeta a produtividade das empresas e compromete a distribuição de renda no país. Segundo o economista Bernard Appy, uma saída é cobrar desempenho dos servidores públicos, que não deveriam ter estabilidade plena. Appy, porém, ressalta que as mudanças teriam que ser feitas com cuidado, para impedir o uso político da flexibilidade salarial.

RAPIDINHAS

- Deezer e Spotify se uniram contra um inimigo comum: o Youtube. As duas empresas, especializadas em streaming de música, tentam junto aos órgãos reguladores da União Europeia que haja uma mudança nas atuais regras. Empresas como o Youtube, que também oferecem em suas plataformas a possibilidade de baixar músicas, reembolsam os artistas com valores abaixo dos streamings tradicionais.

- Oscar Castellano, presidente da Deezer para as Américas, resume a questão. “Queremos que haja fair play entre todos”, diz. “Hoje, a discrepância só acontece por falta de regulação. Isso mexe com o repasse para os artistas e afeta a competição entre as empresas.”

- A Nextel garante ter resolvido uma das principais fontes de reclamação dos clientes de operadoras móveis: a demora na entrega de chips solicitados pela internet. Em parceria com a consultoria Visagio, a Nextel implantou um sistema que reduz o prazo de entrega de três dias para menos de quatro horas nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

- A companhia americana de tecnologia Trimble informa o seguinte a respeito de uma nota publicada neste espaço que tratou da compra da brasileira Veltec: “A Trimble não divulga nenhuma informação sobre valores de aquisições. Qualquer número que tenha surgido durante este processo não é oficial”

120 mil pontos é a quanto pode chegar o índice Ibovespa, o principal indicador de desempenho médio das ações listadas na bolsa, se o governo Bolsonaro aprovar a reforma da Previdência e implementar uma agenda de privatizações. A estimativa é da corretora Guide. Ontem, o Ibovespa fe chou em 83.797 pontos


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