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Estado de Minas

Crise abre oportunidades na Argentina

Neste ano, as vendas da petrolífera YPF fecharão 24% acima do ano passado, com mais de 2 milhões de litros comercializados


postado em 03/10/2018 06:00 / atualizado em 03/10/2018 09:58

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Enquanto as empresas argentinas observam seus resultados derreterem junto com a economia (na foto, manifestante contra o governo de Mauricio Macri), a operação brasileira da petrolífera portenha YPF, voltada ao segmento de lubrificantes, celebra seu melhor desempenho da história. Neste ano, as vendas fecharão 24% acima do ano passado, com mais de 2 milhões de litros comercializados no período. Há de fato muito oportunidade por lá, especialmente para empresas que estão em busca de ativos baratos. Nesta semana, a brasileira Raízen pagou US$ 916 milhões para assumir a operação de refino e distribuição da Shell, negócio que deve preceder outros investimentos brasileiros no país. Uma fonte ligada ao setor de carnes afirma que grandes frigoríficos, como Minerva e Marfrig, estão em busca de oportunidades na Argentina. “Eles sabem que a hora de comprar é agora, e que o mercado argentino, mais cedo ou mais tarde, irá se recuperar”, afirma.


Blockchain e a cadeia produtiva de sucos
As novas tecnologias estão revolucionando o campo. Exemplo disso é o blockchain, que chegou aos pomares de laranja do país. A mais poderosa tecnologia de registro digital de dados na internet levará informações como a origem, o dia de colheita, o padrão de qualidade e o grau de doçura da fruta para consumidores europeus que poderão acompanhar, pela primeira vez, toda a cadeia produtiva. A iniciativa é da rede de supermercados holandesa Albert Heijn.

Francesa Savencia investe R$ 300 milhões no Brasil
A multinacional francesa Savencia Fromage & Dairy, dona da marca Polenghi, vai investir R$ 300 milhões, nos próximos quatro anos, para aumentar sua capacidade de produção no Brasil. A companhia adquiriu uma fábrica que pertencia à Cooperativa Agropecuária de Uberlândia (MG). O início das atividades deve ocorrer dentro de um ano. A Savencia registrou no ano passado um faturamento global de 4,8 bilhões de euros. No Brasil, a empresa mantém quatro unidades de fabricação de queijos.

Bons ventos para a logística
A BBM Logística, que recebeu investimento do fundo Stratus no ano passado para se tornar um dos maiores operadores logísticos do Mercosul, conseguirá dobrar de tamanho neste ano, mesmo depois de sofrer com os efeitos da greve dos caminhoneiros. A receita vai saltar de R$ 350 milhões para R$ 700 milhões. Nesse ritmo, a empresa projeta alcançar seu primeiro bilhão já em 2020. Atualmente, são 4 mil veículos em operação.

"Sem confiança, é muito difícil a gente voltar a investir"

. Pedro Parente, CEO da BRF


RAPIDINHAS

» O grupo hoteleiro Rio Quente, um dos maiores do setor no Brasil, está conseguindo turbinar seus negócios com a venda de férias fracionadas. O segmento, chamado de Vacation Ownership, registrou R$ 60 milhões em vendas na temporada de férias
de julho, superando a meta de R$ 48 milhões.

» Uma iniciativa da francesa Accor Hotels deve aumentar a disputa entre o setor e empresas como Airbnb. A bandeira Ibis Budget oferecerá diárias, no Brasil e no Chile, pela metade do preço para estudantes, desde que maiores de 18 anos. A ideia é fisgar o público acostumado a gastar pouco com hospedagem.
» A startup Yellow, especializada em aluguel de bicicletas na capital paulista, vai rever sua estratégia de expansão no país em razão do alto índice de perdas, tanto de furtos quanto de danos às magrelas. Em vez de pegar uma bicicleta amarela e estacioná-la onde quiserem, os usuários serão obrigados a deixá-las em pontos predeterminados.

» A Arteb, uma das principais fabricantes mundiais de sistemas de iluminação para o setor automotivo, está empolgada com a recuperação do mercado de veículos novos, que já registra alta de 14,9% de neste ano. Segundo o vice-presidente Edson Brasil, a empresa está pronta para voltar ao ritmo de produção do período pré-crise.

0,3%

 

foi quanto caiu a produção industrial brasileira em agosto na comparação com o mês anterior. As incertezas eleitorais, o desemprego elevado e a baixa confiança dos empresários travam o crescimento da economia

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