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Estado de Minas

Vazamento de dados e o risco à inovação

O Brasil precisa encontrar um caminho que seja ao mesmo tempo seguro para os consumidores e estimulante para as empresas


postado em 02/10/2018 06:00 / atualizado em 02/10/2018 08:35

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Se a era digital oferece oportunidades, ela também impõe desafios. Um dos maiores é a proteção de dados dos consumidores. Nas últimas semanas, empresas como Netshoes, C&A e Boa Vista sofreram ataques cibernéticos e tiveram dados dos clientes roubados. Bem ou mal, as empresas conseguiram estancar os danos, mas é óbvio que o problema tende a aumentar diante da força irrefreável da internet. Em agosto, o presidente Michel Temer sancionou a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regula e dá mais transparência à maneira com que as empresas públicas e privadas captam e utilizam dados de seus usuários. Trata-se de um avanço, mas é preciso que as novas regras não inibam a inovação. Segundo especialistas, há o risco de as startups, as maiores responsáveis pela transformação do ambiente de negócios do país, serem afetadas pela dificuldade em obter informações. O Brasil precisa encontrar um caminho que seja ao mesmo tempo seguro para os consumidores e estimulante para as empresas.

"A revolução sustentável é a maior oportunidade na história da humanidade"

.  Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e autor do documentário “Uma Verdade Inconveniente”, que expôs ao mundo os problemas do aquecimento global

A despedida do coronel

O presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos, vai deixar um dos cargos mais longevos da história do Brasil. Conhecido entre as líderes de federações como o “coronel do comércio”, Oliveira Santos foi nomeado durante a ditadura militar pelo general Golbery do Couto e Silva, há 38 anos. Agora, a cadeira será ocupada pelo empresário amazonense José Roberto Tadros, presidente da Fecomércio-AM, eleito por 24 votos contra 4. O mandato vai até novembro de 2022.


A faxina da Shell

 

A Shell, gigante anglo-holandesa do petróleo e uma das grandes interessadas na exploração do pré-sal brasileiro, fará do Brasil uma plataforma de desenvolvimento de produtos de origem limpa, especialmente na área de biocombustíveis. Segundo o presidente da companhia no país, André Araújo, a indústria de óleo e gás ajudará a financiar a transição para fontes renováveis. Só no ano passado, a empresa investiu R$ 170 milhões em pesquisas.


Uniqlo volta a olhar para o Brasil

 

A varejista japonesa Uniqlo, uma das maiores do mundo no setor de fast-fashion, vai desengavetar seu plano de estreia no mercado brasileiro. A empresa havia anunciado sua vinda ao país em 2013, mas abortou a ideia ao perceber que não conseguiria manter sua política de preços diante do custo Brasil. Segundo o presidente de uma grande administradora de shopping center, a rede contratou um escritório no país para iniciar as negociações e montar um plano estratégico.

3%

foi quanto cresceu, em agosto, a demanda por crédito do
consumidor na comparação mensal. Os dados da Boa Vista SCPC, porém, mostram uma queda expressiva no ritmo de recuperação do indicador

RAPIDINHAS

» O empresário argentino Ariel Szwarc, sócio da rede de restaurantes Madero, tem usado o colapso da economia de seu país como exemplo daquilo que, segundo ele, nenhum governo deve fazer: populismo irresponsável. Aos mais próximos, Szwarc tem afirmado que o casal Kirchner, que ficou no poder por 12 anos, é o principal culpado pelas mazelas nacionais.

» Menos de dois meses depois de anunciar a construção de seu primeiro parque aquático, em Atibaia, no interior paulista, a rede mineira Tauá Resorts começou a garimpar terrenos no Rio Grande do Sul, entre Porto Alegre e Caixas, para a construção de um novo resort. O plano de investimento é de mais de R$ 150 milhões.

» O Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia, já provoca efeitos colaterais. A britânica JCB, terceira maior fabricante de equipamentos de construção do mundo, estuda mudar a sede da Inglaterra para a Alemanha, com objetivo de não perder os benefícios fiscais do livre comércio.

» A rentabilidade da JCB poderá cair até 38% se o bloco europeu tratar o Reino Unido da mesma maneira que os países sem acordos comerciais com a UE. No Brasil, a empresa inaugurou uma fábrica em Sorocaba, no interior paulista, que não será afetada por uma eventual mudança de sede.

 

 

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