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Estado de Minas

Índice da inflação é o mais baixo para setembro desde 2006

Nos últimos 12 meses, a taxa ficou em 4,28%, permanecendo num patamar abaixo da meta fixada pelo Banco Central


postado em 22/09/2018 06:00 / atualizado em 22/09/2018 12:05

Rio – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,09% em setembro, após ter avançado 0,13% em agosto. Com o resultado, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumulou um aumento de 3,23% no ano. Nos 12 meses encerrados em setembro, o indicador ficou em 4,28%. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o IPCA-15 registrou alta de 0,18% no mês, a terceira mais alta entre 11 regiões pesquisadas. Em três meses, a Grande BH acumula inflação de 0,98% pelo IPCA-15.

A alta de 0,09% é a mais baixa para o mês de setembro desde 2006, quando houve inflação de 0,05%. Quando considerados todos os meses, o resultado foi o mais baixo desde a deflação de 0,18% registrada em julho de 2017.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, as famílias brasileiras gastaram 0,41% menos com alimentação em setembro, após a alta de 0,03% registrada em agosto. O custo da alimentação no domicílio diminuiu 0,70% este mês. Houve redução nos preços da cebola (-18,51%), batata-inglesa (-13,65%), leite longa vida (-6,08%) e carnes (-0,97%).

A alimentação fora de casa ainda subiu 0,12% em setembro, mas o ritmo de aumento perdeu força em relação a agosto, quando a elevação foi de 0,84%. A refeição fora de casa passou de alta de 0,67% em agosto para aumento de 0,06% em setembro, enquanto o lanche consumido fora do domicílio saiu de avanço de 1,63% em agosto para 0,06% em setembro.

Transportes

A alta nas tarifas aéreas em setembro pressionou as despesas com transportes na inflação medida pelo IPCA-15. Os custos dos transportes saíram de uma deflação de 0,87% em agosto para avanço de 0,21% em setembro. As passagens aéreas saíram de uma queda de 26,01% em agosto para um aumento de 17,12% em setembro, item de maior impacto individual sobre o IPCA-15 do mês, o equivalente a uma contribuição de 0,05 ponto porcentual.

Por outro lado, os combustíveis recuaram 0,19% em setembro, o terceiro mês consecutivo de quedas. A gasolina diminuiu 0,07%, enquanto o etanol ficou 1,36% mais barato. Já o óleo diesel subiu 2,41%, como reflexo do reajuste de 13% nas refinarias anunciado pela Petrobras a partir de 31 de agosto.

Luz

O IPCA-15 mostrou também que a luz voltou a ficar mais cara em setembro. A energia elétrica subiu 0,34%, o sétimo mês consecutivo de aumento, embora o ritmo de alta tenha desacelerado em relação ao mês anterior, quando a conta de luz avançou 3,59%. A energia elétrica acumula um aumento de 13,28% no ano. Em 12 meses, a alta foi de 19,01%. Em ambas as comparações, a energia elétrica foi o segundo maior impacto sobre o IPCA-15, perdendo apenas para a gasolina: uma contribuição de 0,49 ponto porcentual para a inflação acumulada no ano e impacto de 0,67 ponto porcentual para o IPCA-15 em 12 meses. Em setembro, permanece em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que implica numa cobrança adicional de R$ 0,05 a cada KWh consumido.

O grupo Habitação saiu de alta de 1,10% em agosto para 0,30% em setembro, segundo o IPCA-15. Além da conta de luz, houve aumentos no gás encanado (0,78%), como reflexo do reajuste de 2,52% nas tarifas no Rio de Janeiro em 1º de agosto, e na taxa de água e esgoto (0,71%), devido a reajustes em Belém, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

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