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Estado de Minas

A curiosa fórmula do Genomma

Crescem os rumores entre autoridades do fisco mexicano de que se trata de dinheiro da própria Igreja Universal, do bispo Edir Macedo


postado em 11/07/2018 06:00 / atualizado em 11/07/2018 08:09

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

O laboratório mexicano Genomma, dono de marcas como Cicatricure e Asepxia, quer se tornar o maior anunciante da década no mercado publicitário brasileiro, posição que vem ocupando com desenvoltura nos últimos cinco anos. A companhia deixou para trás empresas como Via Varejo (dona de Casas Bahia e Ponto Frio), Petrobras, Caixa e Banco do Brasil. Em reunião com seus principais executivos, na semana passada, o fundador e presidente, Rodrigo Herrera, determinou aumento dos investimentos no Brasil. No ano passado, o Genomma desembolsou cerca de R$ 1,3 bilhão em propaganda, sendo mais de 90% só na Rede Record. Não por acaso, crescem os rumores entre autoridades do fisco mexicano de que se trata de dinheiro da própria Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, dono da emissora, e que mantém no México sua segunda maior operação religiosa no mundo, em número de fiéis, depois do Brasil. Procurada, a Genomma, no México, não respondeu.  

A Turma da Mônica avança, apesar do digital
A Turma da Mônica tem se mostrado um exemplo de como o mundo analógico pode conviver com a era digital. Mauricio de Sousa e Mônica, a filha mais velha, vêm negociando com investidores a criação de parques temáticos. Na última semana, foi aberta a primeira Estação Turma da Mônica do país, em Goiânia, ao custo de R$ 5 milhões. O espaço foi feito em parceria com a consultoria ETM Brasil e a 2a1 Cenografia e será utilizado também para eventos sociais, corporativos e educativos. Segundo um executivo da empresa, há negociações avançadas para a construção de um parque em Olímpia (SP), e outro na região metropolitana de Curitiba.

"Com o período eleitoral, esperamos que haja uma retração das empresas porque os investimentos dependem do cenário político"
Dyogo Oliveira, presidente do BNDES

Brasileiro troca o chinelo pelo cachecol
O dólar alto tirou Miami do topo da lista dos destinos mais procurados por brasileiros. Pelo menos é o que está acontecendo entre aqueles que voam com milhas da Multiplus – principal parceria da Latam. Pela primeira vez na história, a capital chilena, Santiago, assumiu o topo dos resgates de passagem do programa de fidelidade. Além da questão cambial, a empresa atribui esse fenômeno ao aumento do interesse dos brasileiros por destinos com neve.

US$ 2 bilhões
É o valor estimado da Bird Rides, fabricante de patinetes elétricos dos EUA, depois de passar por uma rodada de investimentos de US$ 300 milhões

Alegria à napolitana
O tão esperado anúncio do programa Rota 2030, na semana passada, plano de incentivos elaborado pelo governo federal em substituição do Inovar Auto, lançado pela presidente Dilma Rousseff, deixou o napolitano Antonio Filosa, presidente do grupo Fiat-Chrysler (FCA) na América Latina, especialmente eufórico. Seu plano de investimentos para os próximos cinco anos, que soma R$ 14 bilhões, dependia da aprovação do Rota, que, basicamente, estabelece a cartilha de diretrizes de tecnologias para os automóveis nas próximas décadas.

RAPIDINHAS

Nem o clima ajuda a economia. Meados de julho e a temperatura só começou a cair agora. O resultado é que muitos varejistas do setor de moda vão ter pouco tempo para tentar reduzir seus estoques de inverno e os próximos índices do comércio devem vir acanhados.

Elon Musk, dono da Tesla, foi chamado de oportunista nas redes sociais ao oferecer um minissubmarino para o resgate dos jovens presos em uma caverna na Tailândia. Claro que isso não atrapalhou em nada seu plano de expandir seus negócios na área de carros elétricos. O bilionário acaba de anunciar um acordo preliminar com o governo chinês para a instalação de uma fábrica com capacidade para produzir 500 mil veículos por ano.

O ano pode não ser de recuperação econômica, mas nem por isso a Marcopolo vai aguardar parada até que cheguem dias melhores. Neste ano, a previsão é lançar pelo menos 12 modelos, em todas as suas marcas, além de desenvolvimentos específicos para parceiros e clientes.

A rede francesa AccorHotels irá expandir suas operações para os países andinos, na tentativa de aproveitar o crescimento do turismo na região, que saltou 32% em 2017. O plano é se instalar na Bolívia, Peru e Equador. O primeiro endereço da Bolívia foi anunciado na última semana, em Santa Cruz de La Sierra. O empreendimento foi desenvolvido em parceria com o grupo local Balhoteli a um custo de US$ 20 milhões.

 

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