Publicidade

Estado de Minas

Indústria têxtil prevê crescimento menor para 2018

Projeção caiu de 4% para 2,9%. Minas Gerais é responsável por 13% do setor em todo o país, a terceira maior indústria, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina


postado em 25/06/2018 16:38 / atualizado em 25/06/2018 16:52

Segundo Fernando Pimentel, presidente da ABIT, entre os desafios do setor está a concorrência com produtos importados, informalidade do mercado e alta carga de impostos (foto: ABIT/Divulgação)
Segundo Fernando Pimentel, presidente da ABIT, entre os desafios do setor está a concorrência com produtos importados, informalidade do mercado e alta carga de impostos (foto: ABIT/Divulgação)

A crise econômica do país, a greve dos caminhoneiros e as temperaturas acima da esperada pela indústria têxtil fez com que o setor alterasse as projeções do setor para 2018. Se antes a expectativa era de crescimento de 4% em relação a 2017, o índice esperado agora é de 2,9%. Em relação a confecções, a estimativa caiu de 2,9% para 1,2% e do varejo de 5% para 2,3%.

Minas Gerais é responsável por 13% do setor em todo o país – a terceira maior indústria, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina.

Os números foram anunciados nesta segunda-feira pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Fernando Valente Pimentel.

“Tivemos um quadro em que o consumo migrou pra bens duráveis, em que o consumidor optou por automóveis e eletroeletrônicos. E em abril a coleção de inverno já estava nas vitrines, mas o tempo não ajudou. Além disso, veio na sequência a greve dos caminhoneiros”, afirmou.

De acordo com Pimentel, o acerto entre governo e caminhoneiros em torno da tarifa de frete é um ponto fundamental para o setor, uma vez que a nova tabela subirá o custo do frete dos atuais R$ 7 bilhões para R$ 10 bilhões ao ano. Dependendo do produto, Fernando Valente acredita que poderá haver um reajuste de até 5% nos preços.

Embora o crescimento não vá chegar ao patamar esperado, a compra de máquinas e equipamentos teve um incremento de 26% neste ano.

“Esses investimentos são para substituição de máquinas, ganhando flexibilidade e diminuição dos custos, além de sustentabilidade. É preciso manter o parque produtivo”, ressaltou.

Entre os desafios apontados para o setor, está a concorrência com produtos importados – especialmente aqueles que concorrem de forma “desleal”, como a China – , informalidade do mercado e a alta carga de impostos cobrados no Brasil. “A agenda que precisamos atuar de maneira mais enfática é a interna, com temas como a reforma tributária e previdenciária e a desbrurocratização”, comentou.

Segundo dados da ABIT, Minas Gerais emprega atualmente 10% da mão de obra do setor no país, em torno de 160 mil pessoas, que produzem 1,2 bilhão de peças por ano e 150 mil toneladas de têxteis. Em todo o estado há 3.640 estabelecimentos do setor, sendo 243 têxteis e 3.397 confecções.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade