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Estado de Minas

Corrupção na Fifa afasta patrocinadores

Enquanto a Copa no Brasil, em 2014, arrecadou US$ 1,6 bilhão, o Mundial da Rússia alcançará US$ 1,3 bilhão


postado em 14/06/2018 06:00 / atualizado em 14/06/2018 09:04

(foto: Arte/Soraia Piva)
(foto: Arte/Soraia Piva)

Estudo da consultoria Sports Value, especializada em marketing esportivo, concluiu que, com base nos números oficiais da Fifa, a Copa da Rússia vai faturar US$ 5,2 bilhões, cifra 8% superior ao contabilizado na Copa de 2014, no Brasil. Para a Copa de 2022, no Catar, a expectativa é faturamento de US$ 6,5 bilhões – o que representará acréscimo de mais de 25% em comparação à Copa da Rússia. Apesar dos números positivos, as receitas com patrocínios irão cair pela primeira vez em décadas. Enquanto a Copa no Brasil, em 2014, arrecadou US$ 1,6 bilhão, o Mundial da Rússia alcançará US$ 1,3 bilhão. Na avaliação de Amir Somoggi, autor do estudo, a queda das receitas com patrocínios não se deve a um suposto desinteresse pelo futebol. Segundo ele, os escândalos envolvendo a Fifa nos últimos anos afastaram as empresas. “Sem dúvida, o principal motivo para essa queda está associado às denúncias que atingiram a entidade”, diz o especialista.

Citroën patina no Brasil
A marca francesa Citroën, parte do grupo PSA, não vive o melhor de seus dias no Brasil. As vendas da montadora desceram a ladeira na crise dos últimos três anos, mas não subiram junto com o mercado em 2018. De janeiro a maio, os emplacamentos caíram 13,9%, com 7,4 mil unidades, enquanto as médias das rivais foi um aumento de 15,7%. Para tentar reagir, a marca anunciou que, até 2025, todos os modelos da marca terão uma versão elétrica.

Argentina Inflex a todo gás
O colapso na distribuição de combustíveis no país está turbinando a venda de kits de gás natural em automóveis e atraindo investimentos. A argentina Inflex Argentoil, maior fabricante de cilindros para GNV do mundo, estuda construir uma fábrica no Brasil para ajudar as plantas de San Luis e Córdoba, na Argentina, a atender ao aumento das encomendas, que subiram mais de 40% desde a greve. O presidente Julio Fracchia estará no Brasil em julho para analisar locais e incentivos tributários.    

Zurita vai lançar cachaça de R$ 170
O ex-presidente da Nestlé no Brasil, Ivan Zurita (foto), vai relançar neste mês a marca Cachação do Barão, cachaça com garrafas que custam até R$ 170. Aposentado desde 2012, Zurita foi responsável por multiplicar por quatro o faturamento da Nestlé, mas saiu da empresa sob a acusação de ter utilizado o cargo para beneficiar seus negócios privados, como a AgroZurita. Agora ele retorna ao mundo dos negócios com a produção de cachaça na Fazenda Santa Cruz, em Araras (SP).

RAPIDINHAS

-As poucas indústrias que operam em Roraima ameaçam deixar o estado caso o governo federal não tome providências para resolver o problema dos refugiados da Venezuela. Um executivo do Grupo Parima, o maior distribuidor do estado, diz que a situação é desesperadora.
 
-Segundo ele, a disparada dos índices de violência e o aumento dos casos de invasão de estabelecimentos estão aumentando os custos de produção e inviabilizando novos investimentos. Estima-se que mais de 60 mil venezuelanos, sem emprego e teto, vivam em Roraima.
 
-O grupo hoteleiro espanhol Iberostar Hotels & Resorts vai ampliar sua presença no mercado brasileiro. A companhia, que opera um resort na Praia do Forte, na Bahia, está em busca de oportunidades no Nordeste. A empresa acredita que a indústria do turismo irá se multiplicar nos próximos anos, especialmente com as novas rotas entre a Europa e o Brasil.
 
-A plataforma de investimentos on-line Órama e o buscador de taxas Yubb aproveitaram a Copa para divulgar suas marcas. As duas empresas lançaram um bolão on-line e gratuito, que dará ao vencedor um investimento no valor de R$ 2 mil. “Queremos levar a paixão pelo futebol a um novo patamar: o da educação financeira”, diz Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb. 

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