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Estado de Minas

Vendas do varejo em abril crescem 0,3% ante abril de 2017, diz Mastercard


postado em 02/06/2018 00:30

São Paulo, 01 - As vendas totais do varejo brasileiro em abril de 2018, excluídos os negócios de automóveis e materiais de construção, registraram avanço de 0,3% em comparação ao verificado no mesmo mês de 2017, constatou o indicador de varejo SpendingPulse, da Mastercard. Já a média das vendas entre fevereiro e abril foi 2,6% superior ao verificado no período equivalente do ano anterior.

Os destaques para o mês ficaram com os setores de móveis e eletrodomésticos; supermercados; artigos farmacêuticos; material de construção, além de artigos de uso pessoal e doméstico, aponta a Mastercard em nota.

Na mesma base de comparação, o e-commerce registrou alta de 27,5%, revela o indicador. No varejo online, diz a empresa, os setores de eletrônicos, móveis e artigos farmacêuticos apresentaram desempenho superior à média do canal de distribuição. Na outra ponta, as vendas de vestuários e hobby & livraria ficaram abaixo do crescimento do canal.

O economista-chefe da Mastercard Advisors no Brasil, César Fukushima, atribuiu o desempenho menos intenso de abril a uma antecipação das compras de Páscoa. "Como comemoramos a Páscoa no início de abril, muitos consumidores adiantaram suas compras em março", disse o economista. Ele argumenta ainda que o fato de o feriado de Tiradentes ter caído num fim de semana influenciou o resultado.

Para a Mastercard, as vendas devem continuar em ritmo "modesto". "Para os próximos meses, a perspectiva também é de crescimento modesto, uma vez que o resultado das vendas no varejo está sendo impactado pela alta taxa de desemprego no país e pela instabilidade do ambiente econômico atual", afirma a nota.

Na análise por regiões, Norte (1,7%), Nordeste (1%), Sul (1,7%) e Sudeste (0,4%) tiveram desempenho acima da média na comparação do resultado de abril ante igual mês de 2017.

O Centro-Oeste foi a única região que ficou abaixo da média e também em terreno negativo, com retração de 3,4% na mesma base de comparação.

(Caio Rinaldi)

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