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Estado de Minas

Produção de motos cai 0,5% em 2017 e previsão para 2018 é de alta

Recuo foi causado principalmente pelo desempenho das vendas no mercado interno, que caíram 5,4% no ano passado, com o emplacamento de 851 mil unidades


postado em 17/01/2018 18:01 / atualizado em 17/01/2018 19:28

São Paulo - A produção de motocicletas no Brasil caiu mais uma vez em 2017, pelo sexto ano consecutivo, mostra balanço divulgado nesta quarta-feira, 17, pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). A retração, de 0,5%, levou à fabricação de um total de 882,8 mil unidades, menos da metade do recorde alcançado em 2011, quando 2,1 milhões de motos saíram das fábricas.

O recuo foi causado principalmente pelo desempenho das vendas no mercado interno, que caíram 5,4% no ano passado, com o emplacamento de 851 mil unidades. Os resultados negativos do segmento de motocicletas vão na contramão do de automóveis, no qual a produção e as vendas voltaram a crescer em 2017, depois de quatro anos de recuo.

A diferença se deve ao fato de que o público alvo do mercado de motos, que em geral é de baixa renda, sofreu mais com a crise e o desemprego. Portanto, é um consumidor que tem mais dificuldade para obter crédito com os bancos para financiar a sua compra, em razão do risco de calote. A produção de 2017 só não foi pior porque a demanda em outros países cresceu. As exportações subiram 38,6% no ano passado, para 81,7 mil unidades.

Dezembro

No último mês de 2017, a produção somou 69 mil unidades, um pouco mais que o dobro do resultado de dezembro de 2016. Em relação a novembro, no entanto, as fabricantes registram queda de 17%. No mercado brasileiro, as vendas alcançaram 77,4 mil unidades em dezembro, baixa de 5,4% na comparação com igual mês do ano anterior, mas alta de 18,6% ante novembro. As exportações, por sua vez, somaram 7,1 mil unidades, aumento de 11% ante dezembro de 2016, mas recuo de 7,4% sobre o resultado de novembro.

2018

A produção de 2017 ficou aquém da expectativa da Abraciclo, que esperava aumento de 0,3%. Com a base comparativa mais enfraquecida, a associação ampliou algumas de suas projeções para as taxas de crescimento neste ano, que haviam sido divulgadas pela primeira vez em dezembro do ano passado. O avanço esperado para a produção, que antes era de 5,1%, passou para 5,9%, para 935 mil unidades. No caso das exportações, a alta prevista saiu de 2,4% para 3,9%, para 85 mil unidades. Já a projeção para as vendas no Brasil, que era de expansão de 2,1%, passou para avanço de 1,6%, para 865 mil unidades, já considerando que as vendas ficaram um pouco acima do previsto em 2017.

"Os números de 2017 fortalecem o cenário de retomada dos negócios da indústria de motocicletas, o que transmite confiança em um ano com resultados positivos. Com o contínuo lançamento de novos modelos e a melhoria do poder de compra dos consumidores, inclusive com mais acesso ao crédito, as vendas devem se intensificar ao longo de 2018", afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

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