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Estado de Minas

Planos de saúde terão reajustes de 13,55% a partir de maio

O aumento atinge 8,2 milhões de beneficiários


postado em 19/05/2017 18:07 / atualizado em 19/05/2017 18:12

Os consumidores devem preparar o bolso. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou nesta sexta-feira, 19, reajuste de até 13,55% para os planos de saúde individuais ou familiares no período compreendido entre maio de 2017 e abril de 2018. O aumento é válido para os convênios contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. O aumento atinge 8,2 milhões de beneficiários (17% dos consumidores de planos no Brasil).


O aumento é três vezes maior do que a inflação de 4,08% acumulada nos 12 meses terminados em abril. Para os especialistas, a decisão da ANS é um choque no orçamento das famílias. Não por acaso, muitas pessoas estão abrindo mão do convênio médico. Não podem pagar mais. A saída de planos de saúde se dá também por causa do desemprego: 14,2 milhões de pessoas estão sem trabalho.

Os especialistas ressaltam, ainda, que, mesmo com os constantes reajustes das mensalidades acima da inflação, as operadoras têm, constantemente, recusado cobertura para tratamentos. Por isso, mais e mais consumidores têm recorrido à Justiça, um processo desgastante para todos.

Segundo o advogado Rafael Robba, especialista em direito à saúde, as reclamações na Justiça contra os planos aumentam cada vez mais, pois os consumidores estão insatisfeitos com descredenciamentos abusivos de hospitais e médicos, negativas de atendimentos e a demora na autorização de tratamentos emergenciais. “O valor é muito alto para o pouco retorno em qualidade de atendimento que o paciente precisa.

Hoje, o que mais vemos é a judicialização crescente da saúde por causa desses problemas. Além do mais, o percentual sempre será alto por considerar a média dos reajustes aplicados em planos coletivos, que não têm esse índice regulamentado”, afirma o especialista. O que se vê é que a ANS está muito mais preocupada em atender os pleitos das empresas do que em proteger os consumidores. A tendência, com o reajuste de 13,55%, é de que mais pessoas enfrentem dificuldades para honrar as mensalidades.

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