
A Páscoa e o Natal são as duas principais datas para o setor. Os associados da Abicab respondem por cerca de 50 fábricas no país. As grandes marcas conseguem suprir perto de 80% da demanda nacional por chocolate. Mas as de menor porte estão em expansão. As pequenas devem passar de 1 mil – não há uma estatística exata sobre elas. Mas a prova da força que ganharam nos últimos anos está nos números das chamadas “especializadas”, entre as quais estão as artesanais e gourmets. Já há 3.281 lojas desses chocolates diferenciados em todo o país.
Em Belo Horizonte, elas também conquistaram os consumidores mais exigentes. Tanto que, apesar de o setor se esforçar para manter os números do ano passado, elas tendem a crescer. Na Qoy, de Belo Horizonte, por exemplo, as irmãs Flávia e Andréia Falci, diretora comercial e mestre chocolatier, apostam em uma alta entre 2% e 5% nos negócios com o chocolate artesanal. “O chocolate deixou de ser uma guloseima para crianças para proporcionar uma experiência gourmet. Os hábitos mudaram no Brasil”, destaca Flávia. “É alimento e prazer”, reforça. Na Confiserie du Chocolat, também na capital mineira, a proprietária, Cynthia Géo, conta que a Páscoa segue o ritmo do registrado na data de 2014, mas ela acredita em uma alta na produção da ordem de 20% para 2015, na comparação com os resultados do ano passado. Na Frau Bondan, o designer Vinícius Glico, também aposta em vendas maiores que as do período anterior. “Sempre temos a expectativa de ser melhor”, observa.
Neste ano, as principais marcas de chocolate apresentaram 150 lançamentos para a Páscoa. E há opção para todos os gostos e bolsos. Um dos produtos que nasceram nas empresas voltadas para o mercado gourmet e passaram para a indústria convencional foi o ovo com recheio para comer de colher. É uma das vedetes. Há ainda os trufados, os diets, os sem lactose, os feitos com alto teor de cacau, os sem glúten, os com brinquedos, enfim, para todos os tipos de brasileiros.
