Depois de atingir a máxima na sessão de R$ 3,1735, o dólar fechou em baixa pela primeira vez em sete sessões. O início dos negócios foi de forte alta nesta terça-feira, mas no fim da manhã, a divisa passou a operar em queda. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 3,104, em baixa de 0,82%. Na mínima, caiu a R$ 3,0898.
Na véspera, a moeda fechou com avanço de 2,39% e ultrapassou os R$ 3,12 frente ao real, atingindo a maior cotação desde 28 de junho de 2004. O mercado segue influenciado pelo cenário político e impasse para a aprovação do ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. No ano, o dólar acumula alta de 17,72%.
Bovespa recua
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta terça, pelo quinto dia seguido, com o mercado de olho nas incertezas sobre a concretização dos ajustes fiscais no Brasil. O Ibovespa, principal indicador da bolsa, recuou 1,80%, a 48.293 pontos.
As ações da Petrobras figuraram entre as maiores baixas do dia com o recuo da commodity. Perto do fechamento, os papéis preferenciais da estatal caíam mais de 5%.
Ontem, o pregão fechou novamente em baixa, de 1,60%, aos 49.181 pontos. Em quatro dos cinco fechamentos da semana passada foram registradas quedas. A variação negativa acumulada desde o início do mês é de 4,66%.
O temor dos analistas de mercado é que o governo tenha dificuldades para obter aprovação, no Congresso, das medidas necessárias para chegar ao superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, segue o mau humor dos investidores diante da perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos.
Com Paulo Silva Pinto e Fernanda Borges
