Depois de dois meses seguidos de retração, a atividade econômica apresentou crescimento em julho. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 1,5% em julho ante o mês anterior. Acima do esperado, esse foi o maior crescimento mensal desde junho de 2008, quando ficou em 3,32%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os componentes do indicador estão a Pesquisa Industrial Mensal e a Pesquisa Mensal de Comércio.
Em relação a julho de 2013, houve expansão de 5,28%, de acordo os dados sem ajustes para o período. De janeiro a julho, a atividade econômica ficou praticamente estável, com crescimento de 0,07%. Em 12 meses encerrados em julho, a expansão ficou em 1,14% (dado ajustado para o período).
No segundo semestre, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu 0,6% e a economia brasileira entrou oficialmente em recessão técnica, após um recuo de 0,2% nos três primeiros meses do ano.
Na última pesquisa realizada pelo Banco Central, analistas revisaram, pela 15ª semana consecutiva, as previsões para o avanço do PIB em 2014. Desta vez, a projeção passou de 0,52% para 0,48%. Caso se confirme, será o pior desempenho desde 2009, no auge da crise financeira global, quando o país amargou uma retração de 0,3%. Para 2015, a estimativa de expansão de 1,1%.
Já a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014 subiu de 6,27% para 6,29%. Há quatro semanas, a estimativa era de 6,26%. Já para 2015, a mediana das estimativas ficou congelada em 6,29% de uma semana para outra. Um mês antes, a expectativa mediana estava em 6,25%. (Com agências)
