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Estado de Minas

Cenário do petróleo é de estabilidade


postado em 11/11/2013 00:12 / atualizado em 11/11/2013 07:30

Rumos da cotação terão impacto sobre discussão de nova fórmula de reajustes para a Petrobras(foto: Agência Petrobras de Notícias/Divulgação - 18/4/08)
Rumos da cotação terão impacto sobre discussão de nova fórmula de reajustes para a Petrobras (foto: Agência Petrobras de Notícias/Divulgação - 18/4/08)
O mercado e os preços do petróleo estão estáveis, disseram, ontem, dois ministros ligados ao setor, semanas antes de uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para decidir se o grupo precisa ajustar sua meta de produção. "Eu acho que não, agora o mercado está estável", afirmou o ministro de Petróleo de Angola, José Botelho de Vasconcelos, quando questionado se a Opep precisa mudar sua política quando o grupo se reunir em 4 de dezembro em Viena.

"O mercado está estável e o preço está estável também", afirmou o ministro do Petróleo do Iraque, Abdul Kareem Luaibi, à Reuters. Angola e Iraque são países membros da Opep, um grupo que produz mais de um terço do petróleo mundial. A instituição espera que a demanda mundial pelo óleo caia nos próximos cinco anos devido ao aumento da oferta de membros que não pertencem ao grupo de 12 países, com o boom do xisto e de outras fontes de energia, de acordo com seu relatório anual.

Os rumos do mercado interessam particularmente o governo brasileiro, que tem segurado o reajuste dos preços dos combustíveis. A Petrobras informou, no fim de outubro, que está elaborando nova metodologia de preços de combustíveis. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se apressou em defender que a mudança não pode ser feita rapidamente e que a novo cálculo, embora contemplando correção automática dos preços da gasolina não poderá engessar a economia brasileira.

“Não há nada definido, não tem nenhuma data para o aumento, nada disso", disse, recentemente, o ministro, que é também presidente do Conselho de Administração da estatal. Há estimativas de economistas de que a defasagem dos preços da Petrobras, que já pediu ao governo a liberação da correção por diversas vezes, esteja em torno de 20%.

O próprio ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu que o governo analisa os pedidos, ao reconhecer a diferença entre os preços praticados no Brasil e aqueles em vigência no mercado internacional. O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa já havia admitido a analistas do mercado financeiro que a companhia terá de se endividar acima do previsto no seu plano de negócios, caso os preços dos combustíveis não sejam reajustados. De acordo com Barbassa, a nova metodologia deverá garantir à Petrobras a possibilidade de reduzir a necessidade de empréstimos.


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