O período de investigação sobre as contas do Banco Cruzeiro do Sul foi prorrogado em 120 dias a partir de 28 de outubro. A decisão do Banco Central foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira. O banco designou o servidor Paulo Cesar Fernandes da Silva para ser o relator do inquérito.
Na semana passada, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do Cruzeiro do Sul, o executivo Luís Octávio Índio da Costa por suspeita de gestão fraudulenta de instituição financeira, crime contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro. Luís Octávio não tem formação superior e caiu no sistema prisional habitualmente reservado a ladrões violentos e traficantes.
O pai dele, Luís Felippe, também ex-controlador do Cruzeiro do Sul, está sob custódia da PF, mas em regime domiciliar, porque tem mais de 80 anos. A investigação aponta a possibilidade de fraude de mais de R$ 1,2 bilhões.
Em setembro, o Banco Central havia decretado a liquidação extrajudicial do banco que estava sob intervenção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), na tentativa de proteger os depósitos dos clientes da instituição. Investigações apontam que foram criados resultados positivos artificialmente nas demonstrações financeiras para conseguir o pagamentos indevidos a acionistas e controladores.
