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Estado de Minas

SPC teme endividamento do consumidor com fim do IPI reduzido

Especialistas preveem corrida às concessionárias na próxima semana. Economistas orientam famílias que não comprometam mais do que 30% da renda


postado em 23/10/2012 15:33 / atualizado em 23/10/2012 15:52

(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A/Press)
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A/Press)

Uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e divulgada nesta terça-feira mostra que 68% dos brasileiros que pagam financiamento de um veículo também têm dívidas parceladas no cartão de crédito. A acumulação de dívidas é vista como um alerta por prestadores de serviços de proteção ao crédito, que veem isso como fator que pode levar à inadimplência. A pesquisa ouviu 623 consumidores em todas as capitais brasileiras.

Com o prazo final do benefício de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis marcado para 31 de outubro, a expectativa é de que haja uma corrida às concessionárias na próxima semana. A pesquisa aponta ainda que 91% dos consumidores pretendem fazer um financiamento de automóvel nos próximos seis meses. Esse porcentual é ainda maior nas classes C, D e E, onde chega a 93%.

Os economistas do SPC orientam as famílias que não comprometam mais do que 30% da renda com parcelas para a compra do carro novo e gastos decorrentes do uso do automóvel. A instituição aponta ainda que os consumidores não levam em conta os custos de manutenção, imposto, combustível e seguro quando assumem dívida para a compra de um carro novo. "Mas ele (consumidor) deveria fazer uma análise do impacto desta prestação na própria vida financeira, caso ocorra algum imprevisto, como por exemplo, ficar desempregado", afirmou, em nota distribuída à imprensa, Nelson Barrizzelli, economista do SPC Brasil.

O estudo analisou ainda as compras de eletrodomésticos da linha branca, também beneficiados pela redução do IPI. Cinco em cada dez produtos comprados são parcelados no cartão de crédito, com ou sem juros. Do total de compras de eletrodomésticos parceladas 28% são feitas pelas classes C, D e E e 26%, pelas classes A e B. A maioria (54%) das pessoas das classes CDE que pagaram a prazo, usando o cartão, financiou a compra em seis ou mais parcelas.

Na maior parte dos casos, contudo, o consumidor não sabe quanto paga pelos encargos financeiros. Apenas 15% dos consumidores de eletrodomésticos que parcelam as compras no cartão disseram saber a forma de calcular o custo efetivo total do produto.

O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes de Lojas (CNDL), Roque Pellizzaro Jr., ressaltou, por meio de nota, que o cenário é de estímulo ao consumo, o que está possibilitando às pessoas ter acesso a bens que anteriormente não poderiam comprar caso precisassem pagar à vista. O dirigente, contudo, alerta: "A ânsia de consumir deve ser dosada com planejamento financeiro".


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