A Polícia Federal informou nesta terça-feira que cumpriu dois mandados de busca e apreensão em uma residência e uma empresa de ex-controladores do Banco Cruzeiro do Sul S.A. no Rio de Janeiro e São Paulo, aparentemente utilizadas para a ocultação de bens adquiridos ilicitamente. Com um rombo patrimonial de R$ 2,2 bilhões, dos quais pelo menos R$ 1,3 bilhão relativo a fraudes, o Banco Central decretou na última sexta-feira a liquidação extrajudicial do banco que pertencia à família Índio da Costa, do Rio de Janeiro. Também foi liquidado o banco Prosper.
A pedido da Polícia Federal, a Justiça determinou também a indisponibilidade de bens imóveis, veículos, e de recursos em investimentos bancários e no mercado financeiro de titularidade dos investigados.
Segundo a PF, o inquérito iniciou-se em 2010 para apurar a ocultação de prejuízo e a criação de resultados positivos artificiais nas demonstrações financeiras do banco durante o ano de 2008 e o primeiro quadrimestre de 2009. Segundo os autos, essas operações teriam levado ao pagamento indevido de dividendos a acionistas e outros valores aos controladores do Banco.
Os envolvidos foram indiciados por crimes contra o sistema financeiro: gestão fraudulenta e indução ou manutenção de investidor ou repartição pública a erro por meio de sonegação de informações ou divulgação de informações falsas; além do crime de formação de quadrilha, cujas penas variam de 1 a 12 anos de reclusão.
Ainda conforme a PF, o inquérito foi instaurado para apurar fatos diversos aos que levaram à intervenção do Banco Central no Banco Cruzeiro do Sul S.A. e não se confundem com os que levaram à instauração de outra investigação pela Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Os inquéritos encontram-se sob segredo de justiça.
